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Cinema · · 2 min de leitura ·

Leonardo DiCaprio revela que seu personagem em The Revenant “não diz quase nada”

Leonardo DiCaprio revela que seu personagem em The Revenant "não diz quase nada"




"Eu tentei capturar a essência de um tipo de americano que eu não costumo ver nos cinemas com muita frequência", afirmou o ator sobre seu personagem no filme de Alejandro G. Iñárritu. Diretor disse que busca mostrar "imagens e emoções", não palavras.

Alejandro González Iñárritu irá suceder o multipremiado Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) com The Revenant, suspense que ganhou um intenso trailer de tirar o fôlego na semana passada que não deixa dúvidas sobre o imenso potencial do projeto.

Um dos destaques do vídeo, além da impetuosa direção de fotografia de Emmanuel Lubezki, é a performance do protagonista interpretado por Leonardo DiCaprio, que promete ser mais uma demonstração do talento do ator. Entretanto, não espere grandes monólogos de seu personagem.

"Esse filme foi um desafio diferente para mim porque eu já interpretei um monte de personagens vocais. Era algo que eu realmente gostaria de investigar: interpretar um personagem que não diz quase nada. Como você transmite uma jornada emocional e se sintoniza com a angústia desse homem … sem usar palvras?", declarou DiCaprio em entrevista ao site Grantland.

O filme é baseado no livro "The Revenant: A Novel Of Revenge", escrito por Michael Punke, que narra uma história real. A trama, ambientada no velho oeste dos Estados Unidos no início do século 19, traz DiCaprio no papel de Hugh Glass, um guarda de fronteiras que é atacado por um urso durante uma expedição. Os dois homens que o acompanhavam não o ajudam e o deixam abandonado, à mercê da própria sorte, acreditando que Glass iria morrer. Entretanto, ele sobrevive e inicia uma jornada em busca de vingança. O elenco traz Tom Hardy, Will Poulter e Domhnall Gleeson.

Iñárritu explicou porque DiCaprio falará muito pouco em The Revenant: "Ele é atacado por um urso e, depois disso, se torna quase como um personagem mudo. Há muita coisa acontecendo, mas não há palavras. Para mim, essa é a essência do cinema: não depender de palavra, mas sim de imagens e emoções".

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