Cybercode
Adorocinema
Adorocinema
Cinema · · 3 min de leitura ·

Mark Hamill presta tributo a Carrie Fisher: “Fazê-la rir era uma medalha de honra”

Mark Hamill presta tributo a Carrie Fisher: "Fazê-la rir era uma medalha de honra"




Ator britânico publica coluna especial comovente, relembrando a amizade com a colega de elenco de Star Wars desde o primeiro dia em que a viu.

"Ela era difícil, mas minha vida teria sido muito mais entediante se ela não tivesse sido minha amiga", escreveu Mark Hamill numa das passagens mais marcantes de sua coluna especial sobre Carrie Fisher. Após dias de muita apreensão, o ator britânico se disse apenas devastado pela morte da amiga. No dia seguinte, quando Debbie Reynolds veio a falecer, ele só desejou que o "cruel" 2016 terminasse logo. Hoje, ele colocou em palavras não a sua angústia, mas os bons momentos ao lado de sua "gêmea espacial".

"Eu a amava e amava fazê-la rir", conta Mark Hamill, nostálgico. O eterno intérprete de Luke Skywalker lembra desde o momento em que a conheceu, suas experiências e descobertas como jovens estrelas de Star Wars, até como era ser amigo de alguém como Carrie Fisher. O mais curioso é ver como as suas palavras combinam com a sucinta descrição de Harrison Ford e de todos os outros seus amigos. Ela era mesmo "única, brilhante e original".

"Carrie e eu ocupamos uma área única nas vidas uns dos outros. Foi como se estivéssemos juntos numa banda de garagem que, de alguma forma, estourou! Nós não tínhamos ideia do impacto que Star Wars teria no mundo. Lembro de quando estávamos em turnê logo antes do filme estrear. Quando fomos a Chicago, havia uma multidão no aeroporto. Eu disse 'Ei, pessoal, olha! Deve ter alguém famoso no avião!' Eu fiquei olhando pra saber quem poderia ser. Foi então que eu vi na multidão uma criança com a roupa do Han Solo. Aí eu vi uma garota vestida de Princesa Leia. Eu disse. 'Ai, meu Deus! Olha, Carrie, tem uma pessoa vestida igual a você! Ela tem coques no cabelo!'

Quando conheci a Carrie, eu estava jantando em Londres antes de começarmos a filmar juntos. Eu tinha sido o primeiro a viajar pra África, com Sir Alec Guinness e os robôs, para fazer todas aquelas coisas no planeta deserto, quando eu voltei pra Londres e Harrison Ford foi escalado. Carrie foi a última peça do quebra-cabeça a chegar a Londres. Aí eu disse pro escritório de produção: "Eu gostaria de conhecê-la antes de trabalharmos juntos". Eles providenciaram isso e fomos nos encontrar pro jantar. Ela tinha 19 anos na época, sabe. Eu tinha uns 24. Então eu pensava 'Ai, meu Deus, será como trabalhar com uma criança do Ensino Médio'. Mas eu fui totalmente surpreendido. Quer dizer, ela era tão instantaneamente envolvente, engraçada, sincera. Ela tinha o seu jeito de ser brutalmente franca. Eu tinha acabado de conhecê-la mas era como se estivesse conversando com alguém que conhecia há 10 anos. Ela me contava coisas sobre seu padrasto, sua mãe, sobre Eddie Fisher — e era cruciante em seus detalhes. Eu me pegava pensando "Por que eu deveria saber disso?". Quer dizer, eu não teria dividido aquilo com alguém que eu conhece há anos, anos. Mas ela era o contrário. Ela simplesmente te sugava para o seu mundo.

Publicidade