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Cinema · · 2 min de leitura ·

Mostra de Tiradentes 2017: Diretora fala sobre filme que analisa ditadura militar através da pornochanchada (Entrevista)

Mostra de Tiradentes 2017: Diretora fala sobre filme que analisa ditadura militar através da pornochanchada (Entrevista)




"É uma coisa muito contraditória: As pessoas querem falar mal da pornochanchada, mas se interessam em assistir."

Existem várias maneiras de abordar de forma crítica um período histórico e a diretora Fernanda Pessoa, em seu filme de estreia como cineasta, escolheu uma forma bem peculiar de retratar o status quo do Brasil na década de 1970.

A cineasta resolveu lançar luz em um dos gêneros mais repelidos e, paradoxalmente, populares do cinema nacional para traçar um retrato do país naquela época, tratando da repressão promovida pelo regime militar, da revolução de costumes experimentada pelas mulheres, do racismo, das relações entre classes sociais distintas, do êxodo rural e do milagre econômico através de cenas de dezenas de filmes da pornochanchada.

Selecionado para a Mostra Aurora, principal seleção competitiva da Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa-metragem Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava foi um dos mais elogiados do festival mineiro e ressignifica o cinema erótico nacional de forma brilhante, graças a um grande trabalho de pesquisa e montagem.

Em entrevista para o AdoroCinema, a diretora Fernanda Pessoa falou sobre o ousado longa-metragem, explicou porque usou o termo "pornochanchada" entre aspas e adiantou detalhes sobre seu próximo projeto nos cinemas.

Como foi apresentar seu filme para centenas de pessoas em um festival como a Mostra de Tiradentes? 

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