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Cinema · · 2 min de leitura ·

Narcos: Segunda temporada é ainda melhor com um inspiradíssimo Wagner Moura (Crítica)

Narcos: Segunda temporada é ainda melhor com um inspiradíssimo Wagner Moura (Crítica)




O AdoroCinema já conferiu a nova temporada da série da Netflix. Confira nossa crítica SEM SPOILERS.

Após uma excelente primeira temporada, Narcos tinha um desafio: fazer um segundo ano ainda melhor. E com menos material. Com dez episódios, a temporada de estreia retratava quase 20 anos na vida de Pablo Escobar, mostrando seu surgimento no tráfico, suas pretenções políticas, suas derrotas, seus crimes mais marcantes, sua prisão e sua fuga.

Agora, com os mesmos dez episódios, a segunda temporada engloba o período de um ano e seis meses entre a fuga da Catedral e a morte da Pablo Escobar. Como não poderia deixar de ser, o tempo ganha importância muito grande na série. As coisas não são tão corridas como no primeiro ano, o que dá espaço para uma pessoa especialmente brilhar: Wagner Moura.

Fabulosa. Esta palavra pode ser usada para tratar da atuação de Moura nesta temporada. Apesar de receber algumas críticas – exageradas, é bem verdade – pelo sotaque anteriormente, nem isso pode ser usado contra ele agora. O ator entrega uma performance forte, intensa e com muita carga dramática.

Após sua fuga, Escobar procura manter seu posto de líder do cartel de Medellín e do tráfico internacional. No entanto, sofre com ameaça de concorrentes e, é claro, da polícia colombiana e americana. Ao mesmo tempo em que busca manter os negócios, ele precisa se manter um estado permanente de atenção, afinal pode precisar fugir a qualquer momento.

Isso, é claro, afeta sua relação com a família, e cria um personagem por vezes melancólico, embora sempre ameaçador. Os produtores da série, dentre os quais está o brasileiro José Padilha, conseguiram ir ainda além naquela já marcante característica da primeira temporada. Lá, era possível o espectador fugir um pouco da realidade e torcer um pouco por Escobar. Agora, é capaz do público até criar certa empatia diante do vilão.

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