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Cinema · · 2 min de leitura ·

“Nosso cinema é um ato de teimosia e uma aposta para o futuro”, afirma Thiago Mendonça, diretor de Jovens Infelizes

"Nosso cinema é um ato de teimosia e uma aposta para o futuro", afirma Thiago Mendonça, diretor de Jovens Infelizes




Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita Não é um Urso que Dança venceu a 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Grande vencedor da 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não é um Urso que Dança revelou o talento do diretor estreante Thiago B. Mendonça, que filmou com grande energia e talento a vida de um grupo de artistas em São Paulo, misturando performance e atuação militante. Leia a nossa crítica.

O AdoroCinema conversou em exclusividade com o diretor, que falou sobre as escolhas extremas desta obra e comentou sua expectativa para os próximos passos do cinema após o cobiçado troféu Barroco:

Thiago Mendonça: Sabia que o filme, para a nossa geração, geraria identificação, mas eu não sabia como ia funcionar com o pessoal mais velho. Isso foi muito legal. Estamos falando de uma experiência geracional muito própria, mas pelo contrário, foi muito legal que logo na saída da sessão as primeiras pessoas que vieram falar comigo foram do público mais velho.

Thiago Mendonça: Em São Paulo, isso não tem muito no cinema, mas tem no teatro e a gente vem dessas duas experiências. Todo o coletivo envolvido no processo tem um pé nesses dois lugares, quase todo mundo ali se formou na experiência teatral. Agora tem essa força muito grande dos coletivos de cinema, que têm uma potência incrível. Aliás, nesse festival passaram dois filmes feitos praticamente pelas mesmas pessoas (Jovens Infelizes e Filme de Aborto). São duas experiências que se comunicam muito, é lógico que cada um na sua linha de construção, do seu lugar de fala.

Além disso, é relativamente mais barato produzir uma obra de teatro sobre o tema do que um longa-metragem.

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