O Pequeno Príncipe: “Se você ama o livro, estará seguro no cinema”, garante o diretor (exclusivo)

Conversamos com o simpático Mark Osborne que, mais do que adaptar o clássico, optou por prestar um tributo ao livro. Ele também revelou que a família do autor era contra a ideia de uma nova versão – por causa do filme de 1974.
Quando o agente de Mark Osborne (Kung Fu Panda) o procurou há dois anos, sondando o diretor sobre o interesse de realizar uma adaptação cinematográfica de “O Pequeno Príncipe”, o clássico mundial do autor francês Antoine de Saint-Exupéry, o cineasta não titubeou: “é claro que não!”
No Rio de Janeiro, para apresentar o filme (que, sim, foi feito) no Anima Mundi, no último fim de semana – a segunda exibição pública depois do Festival de Cannes, em sala lotada – ele contou a história e explicou o motivo – com direito a slideshow e tudo.
Resumindo, quando ainda estava na faculdade, Osborne conheceu – e se interessou – por uma rapariga, de quem teve que se afastar para estudar (animação) do outro lado dos Estados Unidos. Foi quando ela o presenteou com um livro (precisa dizer qual?) que os manteve unidos apesar da distância. “O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração”, ela (re)escrevia em um bilhete – que ele mostrou – recuperado anos depois. Vinte e cinco primaveras, exatamente, se passaram, e hoje eles estão casados e têm um casal de filhos (a voz do Pequeno Príncipe na versão em inglês é a do menino).
Foi o suficiente para cativar a plateia. E entender a recusa, afinal, tratava-se de uma história pessoal demais para o diretor. Por outro lado, ele não queria perder a oportunidade de se envolver em um projeto tão afetivo.
Assim, resolveu inventar uma história “maior”, no entorno, para “proteger” o clássico. O Pequeno Príncipe, que esteia no Brasil em 20 de agosto, não é exatamente sobre o pequeno príncipe, mas focado na relação de uma garotinha (inspirada na filha do diretor) e um senhor (declaradamente baseado no mestre da animação Hayao Miyazaki), que apresenta a ela a história do encontro do aviador com o menino. Esse foi o pulo da raposa para que o diretor levasse o projeto adiante, como contou ao AdoroCinema. Confira:
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