Paulínia 2014: A História da Eternidade é o grande vencedor da 6ª edição

Primeiro longa-metragem do pernambucano Camilo Cavalcante leva cinco estatuetas, incluindo a de Melhor Filme e o Prêmio da Crítica. Júri popular elegeu Boa Sorte, de Carolina Jabor. O Clube, do Rio de Janeiro, foi escolhido o melhor curta-metragem.
O 6º Paulínia Film Festival terminou na noite deste domingo, 27, premiando A História da Eternidade, primeiro longa-metragem do pernambucano Camilo Cavalcante, com cinco troféus, incluindo o Menina de Ouro de Melhor Filme, pelo qual o diretor recebe a quantia de R$ 300 mil.
As outras categorias foram: Diretor, Ator (Irandhir Santos, pela terceira vez no mesmo festival) e Atriz (prêmio que foi diluído entre as três principais atrizes do filme, Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e a estreante Debora Ingrid) e o Prêmio da Crítica (Júri Abraccine). De maneira poética – e tecnicamente muito bem cuidado –, o filme contra três histórias de amor num pequeno vilarejo do sertão nordestino.
Casa Grande, do carioca Fellipe Barbosa, levou o segundo maior número de prêmios, quatro, em categorias importantes como o prêmio especial do júri, roteiro, ator (Marcelo Novaes) e atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro). Já Boa Sorte foi o que mais agradou ao público, que contribuiu com mais de vinte mil votos. O longa de Carolina Jabor levou a melhor também na categoria de direção de arte.
Nas categorias técnicas, Sangue Azul ficou com os prêmios de Melhor Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e Figurino (Juliana Prysthon). O musical Sinfonia da Necrópole levou como Melhor Trilha Sonora; o documentário Aprendi a Jogar com Você, o prêmio de Montagem; e o docudrama Castanha, o de Som. Zebra (ao contrário), o longa Infância, de Domingos Oliveira, protagonizado por Fernanda Montenegro, saiu sem prêmio nenhum, bem como o fraco documentário Neblina.
"Foi um excelente safra", disse o presidente do júri oficial, Artur Xexeo, o que dificultou a decisão da equipe avaliadora, segundo ele.
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