Paulínia 2014: “Era simples como tomar banhar de sol”, diz Daniel de Oliveira sobre cenas de sexo

Ator comentou processo de imersão no cotidiano dos ilhéus de Fernando de Noronha para dar vida ao protagonista de Sangue Azul, belo filme de Lírio Ferreira. Também em competição, Fellipe Barbosa mostrou a realidade carioca no bom Casa Grande.
Durante dois meses, a equipe de Sangue Azul viveu imersa na ilha de Fernando de Noronha. A experiência serviu para construir o clima de pertencimento ao ambiente. A ponto de o versátil ator Daniel de Oliveira, em seu papel mais sensual no cinema, declarar neste sábado, no 6º Paulínia Film Festival, que fazer as cenas de sexo “era simples como tomar banhar de sol”.
“A gente chegou com um perfil de turista, de houle e, aos poucos, tomamos a ilha como casa”, corroborou o ator Rômulo Braga.
“Nós poderíamos ter filmado as cenas externas em Fernando de Noronha, e as internas, em um estúdio, como os de Paulínia”, explicou o produtor Renato Ciasca. “Mas não teria o mesmo efeito na tela”, completou.
O efeito a que ele se refere é um total comprometimento do elenco com os personagens, que resultou em um filme de forte tom poético, pelo cineasta pernambucano Lírio Ferreira (Baile Perfumado, realizado em parceria com o conterrâneo Paulo Caldas).
Com um capricho técnico da película, Sangue Azul conta a história de Zolah/ Pedro (Daniel) e Raquel (Caroline Abras), irmãos que são separados na infância pela própria mãe, Rosa (Sandra Corveloni, melhor atriz no festival de Cannes por Linha de Passe), temerosa de que os dois desenvolvessem uma relação incestuosa. Ela manda o menino para o continente, para a trupe do circo Netuno, onde ele se torna o homem bala. Vinte anos depois, Zolah e sua turma armam a lona na ilha paradisíaca, onde ele terá que lidar com as questões do passado.
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