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Cinema · · 3 min de leitura ·

Produtor de Fear the Walking Dead fala sobre comparações a The Walking Dead, frustração dos fãs e linha temporal

Produtor de Fear the Walking Dead fala sobre comparações a The Walking Dead, frustração dos fãs e linha temporal




Em entrevista, Dave Erickson detalhou as diferenças entre Fear e a sua predecessora.

Quando a AMC anunciou uma série complementar a The Walking Dead, muitos fãs do hit de Robert Kirkman esperavam uma nova atração que repetisse o clima e o ritmo da primeira. Não foi isso que aconteceu, e Dave Erickson, produtor executivo de Fear the Walking Dead, entende a frustração do público.

Em entrevista para o TVLine, Erickson explicou as razões por trás de Fear ser diferente. Ele afirmou estar ciente da estranheza sentida pelo público, e que a entende. "Esse tem sido um dos desafios da série", comentou em relação à diferença entre TWD e a novata. A primeira tem "uma enorme base de fãs a quem somos incrivelmente agradecidos, e obviamente nós queremos entregar uma história que agrade a todos. Mas ao mesmo tempo, nós queríamos ter certeza de que os nossos personagens não abraçassem os clichês [do gênero] tão rápido quanto em um filme de zumbi", comparou.

O produtor tocou, então, no assunto que mais diferencia Fear the Walking Dead de The Walking Dead, no que diz respeito à velocidade em que as coisas acontecem na série novata. Atualmente na metade da segunda temporada, Fear acaba sendo o completo oposto da sua predecessora no que diz respeito à "facilidade" com que os personagens tomam decisões mais drásticas e lidam com o explosivo apocalipse que se forma ao redor deles. Enquanto em The Walking Dead, o público é apresentado a personagens que já estão apocalipse adentro, Fear acompanha a transição entre um mundo normal e uma realidade decadente. E, por isso, ele não deseja ir tão rápido entre um extremo e outro.

"No fim do primeiro ato [de um filme zumbi], todo mundo entende o resultado e é capaz de matar sem nenhum remorso. Eles se tornam muito práticos muito rapidamente. E isso é uma coisa que queríamos evitar. Nós queríamos balancear as expectativas de como as pessoas devem se comportar, assim que percebem que há zumbis, com esse tipo de evolução lenta apocalipse adentro, do ponto de vista do personagem."

Naturalmente, esse acaba sendo um dos motivos que incomodam o público. "Isso cria frustração, em um certo nível, porque você quer [que os personagens] entendam logo. E em algumas circunstâncias, as coisas que eles fazem que não parecem particularmente especializadas em zumbis são, para mim, os momentos em que eles não são especializados em zumbi", justifica.

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