Templo Satânico celebra A Bruxa e diz que filme é uma “experiência satânica transformadora”

Organização The Satanic Temple, que não é religiosa, mas sim ateísta e humanista, irá realizar sessões gratuitas do filme de terror.
Desde que foi exibido no Festival de Sundance de 2015, o filme A Bruxa, de Robert Eggers, ganhou a reputação de clássico instantâneo do terror moderno por críticos entusiasmados, rendendo comparações a filmes como O Exorcista e O Iluminado.
Agora, a instituição O Templo Satânico manifestou seus elogios pela produção, que definiu como sendo uma "experiência satânica transformadora" para quem assiste. O grupo irá realizar pré-estreias do filme nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York, Los Angeles, Austin e Detroit. Durante os eventos, serão realizadas performances interativas e um anúncio ritualístico da "Nova Era Satânica".
Segundo um comunicado oficial, a instituição "está confiante que o filme representará uma chamada às armas para uma nova revolta satânica contra os vestígios tirânicos de supersitições fanáticas". Jex Blackmore, porta voz do grupo, afirmou que a narrativa de A Bruxa é "empoderadora" e "uma declaração de independência feminina".
Ao contrário do que se poderia imaginar, a organização O Templo Satânico não é religiosa, ou seja, não acredita no Diabo como uma entidade sobrenatural ou como uma espécie de deídade. Eles seguem a filosofia do Satanismo ateísta e enxergam no arquétipo de Satã um símbolo de liberdade. O grupo costuma militar pela separação entre Igreja e Estado e causas humanistas.
The Witch (título original) se passa no século XVII, nas primeiras colônias dos Estados Unidos, formadas por puritanos na região da Nova Inglaterra. Na década de 1630, a ultra religiosa família formada pelo fazendeiro William (Ralph Ineson), sua esposa Katherine (Kate Dickie) e seus cinco filhos é expulsa do vilarejo onde vivem depois que William começou a criticar seus conterrâneos por supostamente não seguirem à rigor os princípios cristãos.
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