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Cinema · · 3 min de leitura ·

Toronto 2014: exibição de Laggies não empolga o público

Toronto 2014: exibição de Laggies não empolga o público




Comédia protagonizada por Keira Knightley foi o primeiro filme selecionado para o programa Apresentações de Gala a ser exibido, antes mesmo do aguardado O Juiz.

O Festival de Toronto (TIFF, em inglês) 2014 começou nesta quinta-feira, dia 4, com um plot point ou ponto de virada – que, grosso modo, é a estratégia de roteiro que muda o curso de uma ação dramática. Sem explicar o porquê, a organização do evento adiou do meio-dia (horário local) para a noite a exibição de gala de O Juiz, cujo elenco, encabeçado por Robert Downey Jr. e Robert Duvall, é esperado para acompanhar a primeira exibição do filme.

Assim, o longa-metragem que abriu extraoficialmente a Gala Presentations (Apresentações de Gala, definidas pela organização do festival como “Estrelas de cinema. Premières com tapete vermelho. Maior interesse da audiência”) foi o filme Laggies, já exibido no Festival de Sundance, da diretora Lynn Shelton, de A Irmã da Sua Irmã, mas conhecida principalmente por comandar episódios da série New Girl. A produção faz parte da mostra Next Wave (Próxima Onda), com obras destinadas à futura geração de amantes do cinema (“filmes aprovados por nosso comitê de juventude”).

Pois os “amantes” do cinema presentes no Scotiabank Theatre entraram com o pé esquerdo nessa relação. Ou pé nenhum, afinal. O filme não foi aplaudido – tampouco vaiado – e nenhum gritinho de “uhu” – tão comum em festivais, principalmente em sessões abertas ao público –, foi emitido, mesmo que timidamente, por ninguém presente na sessão do início da tarde. Os risos também emergiram de maneira bem pontual e discreta.

Também pudera. Partindo de um argumento que promete gerar identificação com boa parte da audiência – garota (Keira Knightley) mimada pelo pai, chega aos vinte e pouco anos relutando em amadurecer –, a história segue totalmente previsível até o desfecho. Os tais pontos de virada até que são resolvidos de maneira, ao contrário da protagonista, madura, com uma ou outra boa tirada, mas a sensação de mais do mesmo é inevitável.

A atuação de Knightley até que funciona no registro da comédia – ela não está maneirista como em dramas como Anna Karenina ou Um Método Perigoso. Chloë Grace Moretz traz autenticidade para a adolescente que abriga a moça em crise, mas não tem nenhum momento que exija muito de sua performance. Quem se sobressai, no entanto, é Sam Rockwell que, acostumado às comédias, ficou com o papel mais “sério” da trama. O filme não mandou nenhum representante para o festival.

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