Toronto 2014: Jennifer Aniston e sua grande chance no Oscar

Cake é diferente de tudo o que a atriz já fez, e já se especula fortemente sobre uma possível indicação. Também vimos The Riot Club, bom trabalho da diretora de Um Dia.
Parece que ela finalmente conseguiu. Nos dez anos que se passaram desde o fim de Friends, Jennifer Aniston se dividiu entre a escolha óbvia dos papéis cômicos (Quero Matar meu Chefe), com os quais deve ter feito uma boa caixinha; e tentativas de mostrar que não é só um rostinho bonito, e que pode atuar em produções mais “cabeça”, como se diz (Por um Sentido na Vida). Fazendo a conta, mais comédias do que dramas, é claro.
Pois o rostinho bonito envelheceu (bem, diga-se) e, ao 45 anos, aparece cheio de cicatrizes (literalmente) neste Cake, que estreou mundialmente no Festival de Toronto (TIFF) prometendo representar uma guinada na carreira da atriz. E cumprindo, ao que tudo indica.
O longa-metragem de Daniel Barnz (A Menina no País das Maravilhas) começa com Claire Simmons (Aniston) em uma rodinha de um grupo de ajuda que tem como objetivo expurgar os sentimentos em relação ao suicídio de Nina (Anna Kendrick). Claire está com raiva. Ela reclama de dores crônicas. O ex deixa uma mensagem no celular combinando de pegar as coisas dele. Ela passa adiante uma caixa cheia de brinquedos. São instigantes as pistas que o filme vai plantando.
“É um papel completamente distante de tudo que eu já fiz”, cravou a atriz na coletiva de imprensa. Não tivesse visto o filme, este repórter desconfiaria da fala, que soa como estratégia de marketing. Mas ela está certa. Aniston está desbocada, ranzinza, egoísta, cruel, até. E, para não sermos acusados de estarmos obcecados com palavra que começa com O, vamos deixar o coleguinha da publicação Deadline falar: “Candidata ao Oscar? Pode apostar, depois ovação que ela (Aniston) recebeu na tarde dessa segunda-feira”, quando o filme foi exibido.
O trabalho físico está lá. Porém, de forma contida. Aniston passa boa parte do filme executando movimentos sutis, por conta das dores crônicas da personagem. “Eu ouvi médicos e acompanhei duas garotas que sofrem o mesmo problema”, ela contou ao jornalistas.
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