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Cinema · · 2 min de leitura ·

Totalmente Inocentes – Entrevista com Fábio Porchat e Rodrigo Bittencourt

Totalmente Inocentes - Entrevista com Fábio Porchat e Rodrigo Bittencourt




Algo novo no cinema brasileiro. Esta foi a ideia de Rodrigo Bittencourt ao idealizar seu primeiro filme como diretor, Totalmente Inocentes, que chega ao circuito nacional nesta sexta, 7 de setembro. Sátira explícita aos chamados favela movies, como Cidade de Deus e os dois Tropa de Elite, o longa-metragem brinca com os clichês do gênero no intuito de provocar risadas no espectador.

O AdoroCinema esteve na coletiva do filme realizada no Rio de Janeiro, onde compareceram o diretor, as produtoras Iafa Britz e Mariza Leão e os atores Fábio Porchat, Leandro Firmino da Hora, Lucas D'Jesus, Gleison Silva e Carlos Evandro. O resultado da conversa você confere logo abaixo.

"Estava pensando no que faltava ao cinema brasileiro", revela o diretor Rodrigo Bittencourt ao responder o porquê de rodar Totalmente Inocentes. "A pornochanchada e o Didi já fizeram sátiras, mas achei que faltava algo contemporâneo. Quis fazer algo satirizando o próprio cinema brasileiro, que ainda não havia sido feito. Escolhi Cidade de Deus e Tropa de Elite, que são filmes que adoro e dos diretores que mais gosto daqui. A ideia veio disto, de tentar achar buracos que possam interessar as pessoas. Fazer uma sátira era uma brecha que via para o quebra-cabeças, possibilitando que colocasse uma peça para contribuir."

A produtora Iafa Britz comentou sobre como recebeu o projeto do diretor. "Quando vimos o projeto do Rodrigo achamos que tinha um frescor, algo novo. Era diferente e nos atraía, parecia oportuno e engraçado. Além disto, já tínhamos material suficiente sobre favela movies que pudéssemos contextualizar. Não queríamos também que fosse só uma paródia, mas que tivesse uma história por trás. A gente se encantou com este desafio e partimos para fazer."

"Ficamos matutando um tempo sobre quem a gente iria chamar para fazer o filme", comentou o diretor. "Era legal termos atores que tinham trabalhado em favela movies, como o Leandro (Firmino da Hora) e o Fábio Lago, para fazermos esta sátira. A escolha do (Fábio) Porchat foi também baseada nisto, pois a imagem clássica do traficante é negão, grandão e com cara de mau."

"Sou mais para atirador da Noruega do que para dono de morro", interrompeu Fábio Porchat.

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