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Cinema · · 3 min de leitura ·

True Detective: Confira nossa crítica sobre a segunda temporada da série

True Detective: Confira nossa crítica sobre a segunda temporada da série




Colin Farrell, Rachel McAdams & cia não conseguiram segurar o pique da temporada inicial.

Que True Detective foi uma das séries mais badaladas de 2014, isto é inegável. Com Matthew McConaughey na melhor atuação da carreira – superior até mesmo à que teve em Clube de Compras Dallas, que lhe rendeu o Oscar – e participações marcantes de Woody Harrelson e Michelle Monaghan, a série trouxe um clima soturno e angustiante em torno da investigação de uma morte bizarra, esmiuçada em períodos de tempo distintos. Entretanto, por mais que boa parte da trama seja em torno da busca ao responsável pelo crime, a primeira temporada se destacou por apresentar o lado pessoal de seus personagens principais. Mais do que caçadores de criminosos, os detetives são também seres humanos, com suas dores, alegrias, anseios e necessidades.

Sem qualquer personagem visto na primeira temporada, o roteirista e produtor executivo Nic Pizzolatto teve como desafio criar uma história completamete nova sem descaracterizar o formato. O frisson em torno da abertura fez com que os fãs ficassem de olhos bem atentos a cada novo anúncio feito e, talvez, este alto grau de expectativa tenha prejudicado a temporada recém-encerrada. Que ela é inferior à primeira, isto é inquestionável. A história não é tão envolvente, as atuações não são tão marcantes e o truque do quarto episódio, que mais uma vez traz uma sequência impactante, não funciona tão bem. Mas, ainda assim, tem alguns pontos interessantes.

O principal deles é em relação ao elenco, ou melhor, a parte do elenco. Se não há o brilho intenso de McConaughey, Rachel McAdams se sai bem na pele de uma policial durona e infeliz com seu passado, absolutamente solitária. Tal personagem, bem diferente dos papéis adocicados que costuma encarar nas telonas, foi um belo desafio para a atriz e pode até resultar em uma virada na carreira, em busca de papéis mais sérios. Colin Farrell, por sua vez, se saiu bem na pele do ambíguo Ray Velcoro, mas sem brilhar. O ponto fraco do trio protagonista foi o sempre inexpressivo Taylor Kitsch.

Assim como aconteceu na primeira temporada, a vida pessoal dos personagens principais surge com força. Por mais que o assassinato de Ben Caspere seja o motivo que reúne o trio, os problemas enfrentados por cada um deles ganham uma importância ainda maior que a própria investigação. Este, por sinal, foi um dos problemas da temporada. Sem um foco definido, a narrativa cada vez mais apontava para coadjuvantes que, mal desenvolvidos, não atraíam o menor interesse nem insinuavam grande relevância. Mais ainda: a quantidade de personagens e subtramas era tão grande que o próprio espectador, em certos momentos, se questionava sobre o que realmente estava acontecendo, devido à ausência de dinâmica envolvendo os mesmos. Por mais que seja a mesma tática adotada na primeira temporada, que se dedicou a esmiuçar a vida de Rust e Mart para depois reuni-los em busca de resolver o caso de uma vez por todas, desta vez a fórmula não funciona a…

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