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Cinema · · 3 min de leitura ·

“Tudo que eu tenho é graças a Rocky”, afirma Sylvester Stallone sobre Creed – Nascido Para Lutar

"Tudo que eu tenho é graças a Rocky", afirma Sylvester Stallone sobre Creed - Nascido Para Lutar




Acabou de chegar aos cinemas o drama Creed – Nascido Para Lutar, que continua a saga do boxeador Rocky (Sylvester Stallone). Desta vez, ele não está dentro dos ringues, e sim treinando o novato Adonis Creed (Michael B. Jordan), filho de seu antigo adversário Apollo Creed. Enquanto o jovem treina para lutar com um profissional, Rocky enfrenta uma doença e lida com o peso da idade.

Recentemente, o AdoroCinema viajou aos Estados Unidos a convite da Warner Bros. Brasil, e teve a oportunidade de participar de uma coletiva de imprensa de Creed com Stallone, Jordan, o jovem diretor Ryan Coogler, a atriz Tessa Thompson, além dos roteiristas e produtores. Confira alguns bons momentos da coletiva:

Ryan Coogler: Eu estava em Oakland, prestes a começar a filmar Fruitvale Station – A Última Parada. Eu estava enlouquecendo com a pré-produção, não conseguia pensar em mais nada. Olhando o cronograma, vi que eu teria menos de 20 dias para fazer o filme inteiro. Aí, recebo uma ligação de um agente próximo de Stallone, me dizendo para pegar um avião assim que pudesse, porque Sly poderia me receber. Expliquei que não tinha tempo, mas ele me disse para dar um jeito! Então menti para a minha equipe, disse que tinha um problema pessoal e viajei para encontrá-lo em Beverly Hills. Então encontrei Sly, meu ídolo e ídolo do meu pai! Chegando lá, imaginei que seria Rocky falando comigo, mas fiquei chocado: ele não tinha nada a ver com o personagem. Então percebi como ele era um ator brilhante.

Sylvester Stallone: No começo, pensei: não tem porque continuar com essa história! Mas um ano e meio depois, ele voltou e me explicou que, para a minha geração, essa história já tinha sido contada, mas uma ou duas gerações mais jovens ainda não conhecem Rocky. A ideia dele era engenhosa, e eu fiquei meio envergonhado por ter tido uma mente tão fechada sobre o assunto!

Sylvester Stallone: Sinto falta de Adrian (Talia Shire), é claro. Ela era o coração e a alma de tudo. Esses dias eu estava pensando que tudo que eu tenho é graças às origens de Rocky. É incrível que esses personagens tenham sido lembrados sem nenhum efeito especial, sem perseguições de carros, sem nada explodindo, que é o que eu geralmente faço! Não tem nada de palavrões, nada de sexo, nada! Se tivesse todas essas coisas, não seria Rocky. Fico feliz que a geração de Coogler, que nem existia quando o terceiro filme estava em cartaz, tenha desejado levar essa história adiante. Mas agora começa uma série nova, com novos personagens, que podem continuar. A diferença é que eles vivem no presente, e eu tenho que viver no passado, porque é de onde venho. Eles ainda estão construindo a história deles.

Sylvester Stallone: É curioso. Você chega na sala de maquiagem, se sentindo bem, em forma, se senta numa cadeira, e meia hora depois, foi transformado em alguém doente. Pode ser só a maquiagem, mas as pessoas passam por isso todos os dias, então eu tenho uma grande responsabilidade para levar o tema a sério na minha atuação. Eu adquiri…

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