Veja Ary Fontoura em ação como Lula nos bastidores de Polícia Federal – A Lei É para Todos (Entrevista)

“O filme não foi feito para vocês concordarem com ele”, diz o ator Antonio Calloni.
“O ‘japonês’ da Federal tá aí?”, pergunta Lula. “Não”, responde o agente. “Que bom, porque era bem capaz dele roubar tudo por aqui”, debocha o ex-presidente.
Na última quarta-feira, 8, o AdoroCinema acompanhou as filmagens de Polícia Federal – A Lei É Para Todos, o filme sobre a operação Lava Jato, na reta final das filmagens, que terminam na capital paulista perto do Carnaval.
A cena em questão – que não pôde ser filmada – dava conta do momento em que a Polícia Federal bate na porta do apartamento de Lula e o intima a depor – o tal processo de condução coercitiva. Na “vida real”, a cena aconteceu em São Paulo (o político foi conduzido para prestar depoimento no aeroporto de Congonhas). Na ficção, ela foi filmada em um apartamento de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
“Foi um momento onde o ar estava denso. A polícia estava com muito receio. É uma situação muito delicada, fazer o interrogatório de um ex-presidente que saiu com uma popularidade altíssima”, contextualiza o diretor Marcelo Antunez (Até que a Sorte nos Separe 3).
Se o deslocamento geográfico é fantasioso, por um lado, o diálogo promete ser real (inclusive a referência ao agente "oriental" que ficou famoso ao aparecer ao lado das "celebridades políticas" presas). Afinal, o realizador e sua equipe – incluído, aí, o elenco – tiveram livre acesso aos depoimentos dos políticos e delegados envolvidos no caso.
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