‘Company of Heroes 3’ levará franquia para o Mediterrâneo

Pessoas familiarizadas com a história da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em especial com a participação do Brasil no conflito, conhecem os cenários e batalhas no Mediterrâneo e Norte da África, como Monte Cassino, a invasão da Sicília e a participação dos pracinhas brasileiros em Monte Castelo. Mas na cultura pop (muito mais centrada na atuação dos Estados Unidos), todo esse teatro de guerra recebe pouco espaço se comparado à retomada da Europa pós-Dia D, a invasão da Rússia e o conflito no Pacífico.
Mas é justamente aproveitando essa falta de representatividade que a Relic Entertainment quer lançar seu game tático de Segunda Guerra mais ambicioso até hoje. ‘Company of Heroes 3’, que está em desenvolvimento e não deve ser lançado até o próximo ano, pretende manter algumas das características principais da franquia, como a humanização do campo de batalha e confrontos cinematográficos, e ampliá-las na maior campanha para um jogador da história da série, com um Mapa de Campanha Dinâmico oferece jogabilidade completa no estilo “sandbox”.
Vários detalhes do novo título, além de uma demo jogável, foram apresentados pela Relic em um evento virtual exclusivo para a imprensa do qual o Olhar Digital foi um dos convidados. Quase oito anos depois do lançamento de ‘Company of Heroes 2’, a Relic apresentou uma franquia reformulada, com novos cenários, facções, unidades e estratégias que podem ser usadas para a vitória no campo de batalha do Mediterrâneo.
Boa parte dessa construção foi colaborativa. A Relic inicialmente levou um grupo de dez jogadores para a sede da empresa em Vancouver, onde eles puderam se reunir com os desenvolvedores e começar a desenhar o que viria a ser o novo jogo. Pesquisas foram lançadas para a comunidade e as mais de 60 mil respostas ajudaram a validar alguns dos processos. A Relic então expandiu o “conselho de jogadores” para 70 membros, que se reúnem com frequência com os programadores.
“Ainda falta mais de um ano para lançarmos ‘CoH3’, mas estamos fazendo essa apresentação agora para dar mais tempo à comunidade para entrar nesse processo e nos ajudar a moldar o game”, explica o designer sênior da Relic, Andrew Denault. “Toda vez que mostramos nosso trabalho para um novo público, sejam desenvolvedores ou até jornalistas, temos um feedback do que está funcionando e do que não está. Então quanto mais compartilhamos, mais aprendemos”, completa.
O Mapa de Campanha Dinâmico é o fio condutor de quase todas as novidades e coloca o jogador como general de todo esforço de guerra na região. Como é você que direciona a estratégia, não existe mais um único caminho narrativo para a vitória (ou derrota). Além de comandar tropas individualmente, como nos outros jogos, você poderá estabelecer linhas de abastecimento de suprimentos para garantir seu avanço – bem como as defesas da retaguarda para protegê-las.
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