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Dia do Orgulho Nerd: por que todo nerd deveria estar de toalha hoje

Dia do Orgulho Nerd: por que todo nerd deveria estar de toalha hoje




Don’t panic. Se você cruzou com alguém andando com uma toalha pendurada no ombro hoje, calma – não é surto coletivo, é 25 de maio. Dia da Toalha. Dia do Orgulho Nerd. A data em que a galáxia inteira (ou pelo menos a parte dela que entende a piada) presta tributo ao homem que respondeu uma das perguntas mais importantes do universo com o número 42.

A explicação está no capítulo 3 de O Guia do Mochileiro das Galáxias, no qual Douglas Adams escreveu uma das passagens mais citadas da ficção científica: a toalha é “um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar”. Ela serve para se aquecer, para acenar pedindo carona em naves, para enxugar suor de planetas com temperatura instável e – segundo o próprio Adams – pra demonstrar que você é alguém que sabe onde sua toalha está. E quem sabe onde sua toalha está, sabe se virar em qualquer lugar do universo. Em outros filmes da cultura pop, já vimos uma toalha até virar uma arma, ou seja, é muito versátil.

Aqui vai uma correção importante de uma informação que circula errada por aí: 25 de maio não é a data de nascimento de Douglas Adams. O autor britânico nasceu em 11 de março de 1952 e morreu em 11 de maio de 2001, aos 49 anos. O Dia da Toalha foi criado pelos fãs duas semanas após a morte do escritor, como uma homenagem coletiva e bem-humorada – do jeito que o próprio Adams provavelmente preferiria.

Já o Dia do Orgulho Nerd veio depois, a partir de 2006, na Espanha, e a data foi escolhida porque coincide com a estreia original de Star Wars: Uma Nova Esperança, em 25 de maio de 1977. Com o tempo, as duas comemorações se fundiram num único caldeirão cultural – toalha, sabres de luz, 42, e um orgulho geral de ser quem a gente é.

E aqui entra a parte que talvez muita gente da nova geração nerd nem conheça: existe um game oficial do Mochileiro das Galáxias, lançado em novembro de 1984 pela Infocom, e desenhado pelo próprio Douglas Adams em parceria com Steve Meretzky, lenda dos text adventures. The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy foi o 14º jogo da Infocom e rodava em praticamente tudo que existia na época: Apple II, Commodore 64, Macintosh, MS-DOS, Amiga, Atari ST, Atari 8-bit, CP/M.

O conceito: interactive fiction pura. Sem gráficos, sem mouse, sem cutscenes. Você digita comandos em inglês (“look”, “take towel”, “north”, “put fish in ear”) e o jogo descreve o que acontece. A história começa exatamente como o livro – você é Arthur Dent, acabou de acordar de ressaca, sua casa está prestes a ser demolida e o planeta Terra vai junto poucos minutos depois – mas rapidamente diverge da narrativa original com puzzles novos e finais alternativos que o próprio Adams criou pra perturbar a vida dos fãs.

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