Games para ganhar “dinheiro” buscam solidez no mercado brasileiro

Games que jogadores podem receber valores reais em criptomoedas ou NFTs (tokens não fungíveis) estão buscando estabilidade na indústria dos jogos, mas ainda enfrentam o ceticismo de muitas pessoas.
Uma reportagem do site Rest of World procura desdobrar o assunto e fez um panorama do momento atual envolvendo os jogos “play-to-earn” (jogar para ganhar, em tradução livre). A matéria indica que o Brasil, um dos maiores mercados dos jogos mobile, é um local para uma possível nova onda de domínio do gênero.
Lançado pela Monomyto, empresa-irmã da LOUD e Snackclub, o game “Gunstars” seria um desses indicativos. O jogo busca contornar as falhas que outros jogos “play-to-earn”, como “Axie Infinity”, acabaram construindo e buscam se solidificar no ramo. Os desenvolvedores, nesse sentido, conduzem o sistema com custos baixos e mecânicas mais acessíveis, buscando atrair jogadores fora do nicho.
“Apesar do hype, jogos ‘play-to-earn’ apresentam muito mais má reputação do que o contrário. Eles não são muito divertidos”, afirma Vitor Gamez, um dos jogadores brasileiros de Gunstars. Gamez é um streamer na Twitch e um dos céticos em relação ao gênero, ao ponto de perder o interesse no game da Monomyto. “Não é um jogo que se adapta à diversão. Todas as rodadas são iguais, o mapa nunca muda…não me senti recompensado”, completou.
Apesar das críticas que envolvem especulação e outros transtornos econômicos, alguns investidores continuam acreditando no setor. Casos de Matthew Ho e Angelo Cazzola, co-fundadores das empresas que controlam “Gunstars”. Eles buscam uma visão mais simplificada das transações financeiras no jogo, sem utilizar criptomoedas, por exemplo.
“Nunca visamos o espaço criptográfico. O jogo é muito direcionado a jogadores de celular casuais”, disse Matthew Ho.
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