Graphite review: Um RPG roguelike desenhado à lápis?

Resumo: Vale a pena para quem curte RPG tático por turnos e não se importa de jogar em inglês. É criativo, viciante e custa pouco, apesar de alguns bugs de estreia.
Graphite é um RPG estilo roguelike de combate tático por turnos, feito pelo estúdio indie colombiano RipRed e publicado pela indie.io. Roguelike quer dizer que os inimigos, os encontros e os cenários mudam a cada nova partida, então nenhuma “run” é igual à anterior. O jogo saiu em 27 de julho de 2026, só para PC (Steam), e custa R$ 29,99 (com 20% de desconto de estreia, R$ 23,99, até 10 de agosto).
É single-player e possui uma demo gratuita que cobre o Ato 1. A campanha se divide em quatro atos, de cerca de 15 dias cada, e cada ação que você toma é considerada 1 dia. A graça está em rejogar com os sete heróis para montar a história completa.
Se você jogou RPGs de turno como Final Fantasy, vai reconhecer o esquema de combate baseado em linha do tempo, em que cada ação tem um custo de tempo e empurra a próxima jogada. E se você era do tipo que rabiscava heróis na margem do caderno na aula, prepare-se: Graphite foi feito para mexer exatamente com essa memória.
Graphite é uma recomendação fácil para quem gosta de RPG tático por turnos, curte roguelike e não se incomoda de jogar em inglês. Pelo preço, entrega criatividade, um combate que vicia e uma história que pega no emocional. Os problemas são de acabamento e de estreia, o tipo de coisa que um estúdio pequeno costuma lapidar em atualizações poucos dias depois do lançamento.
Quem depende de português ou não tem paciência para um tutorial mais imersivo do que instrutivo talvez queira esperar um pouco. Para quem não se incomoda, é um ótimo jogo indie. Muito criativo no seu visual e entrega aquele feijão com arroz bem feito.
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