Neurocientistas criam jogos grátis que ajudam a treinar o cérebro

Um dos primeiros grandes sucessos do Nintendo DS, portátil lançado pela Nintendo em 2004, foi Brain Age, um jogo desenvolvido em parceria com o neurocientista japonês Dr. Ryuta Kawashima. O jogo consistia em uma série de testes matemáticos e quebra-cabeças projetados para exercitar e manter ativas diversas partes do cérebro, o que em teoria deveria melhorar a concentração e raciocínio lógico dos jogadores.
Agora, neurocientistas de Nova York e da Califórnia desenvolveram três jogos projetados para aumentar a habilidade cognitiva dos usuários. Sua eficácia foi comprovada por vários estudos, que demonstraram ganhos na memória, inibição e flexibilidade cognitiva.
Os jogos foram desenvolvidos por Jan L. Plass, da Steinhardt School of Culture Education and Human Development da Universidade de Nova York, Bruce D. Homer do Centro de Graduação da Universidade da Cidade de Nova York e Richard E. Mayer da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, como parte de um projeto de pesquisas de 4 anos financiado pelo Instituto de Ciências para Educação do Departamento de Educação dos EUA.
Durante as pesquisas, os cientistas descobriram que os jogos eram capazes de melhorar as funções executivas do cérebro com apenas duas horas de jogo. Com isso, decidiram torná-los disponíveis como jogos online e na App Store e Google Play.
“Embora algumas crianças tenham acesso às melhores escolas e recursos, esse não é o caso de muitas famílias de comunidades menos abastadas de todo o país. Esperamos que esses jogos possam ajudar a fechar a lacuna que essa falta de oportunidade criou”, afirmou Plass.
“Ao contrário de outros jogos, nossos aplicativos foram projetados desde o início por uma equipe de psicólogos do desenvolvimento, neurocientistas, cientistas do aprendizado e designers de jogos para treinar habilidades cognitivas”, diz Homer, professor de psicologia educacional e um dos pesquisadores.
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