Nintendo GameCube comemora 20 anos

Você acredita que já se passaram vinte anos? Em 14 de setembro de 2001, o Nintendo GameCube foi colocado à venda pela primeira vez no Japão. Dois meses depois, em 18 de novembro, o console e aposta da Nintendo de encarar comercialmente um tímido Xbox e um gigante PlayStation 2 (PS2) foi lançado na América do Norte.
O videogame foi o primeiro da Nintendo a usar discos óticos, embora, o console não tenha sido projetado para reproduzir DVDs ou CDs como os rivais faziam. Na época, o recurso era considerado, acredite, um diferencial de venda. A versão limitada do hardware – e extremamente brilhante – Panasonic Q, exclusiva do Japão, incluía um DVD player, mas foi descontinuada depois de apenas alguns anos no mercado.
Embora o GameCube não fosse o melhor console na época, ao menos cumpria a missão de ser um centro de entretenimento completo para a sala de estar ou quarto e apresentava uma biblioteca sólida de títulos, incluindo ‘Super Smash Bros. Melee’, ‘Metroid Prime’, ‘Pikmin’, ‘The Legend of Zelda: The Wind Waker’, ‘Super Mario Sunshine’, ‘Luigi’s Mansion’, ‘Chibi-Robo!’, ‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’, entre muitos outros. A plataforma ainda contava com vários jogos exclusivos, como ‘Star Wars Rogue Squadron II: Rogue Leader’ e ‘Metal Gear Solid: The Twin Snakes’ (remake de ‘Metal Gear Solid’ codesenvolvido pela Silicon Knights que apresentou novas cutscenes do cineasta Ryuhei Kitamura, famoso por ‘Godzilla: Final Wars’).
E fato curioso – e até inacreditável, vindo da “Big N”: o GameCube foi o primeiro console da Nintendo a não ser lançado com um jogo que apresentava Mario!
O videogame também foi o lar de uma das grandes controvérsias dos fãs em meados dos anos 2000, quando o exclusivo ‘Resident Evil 4’ do GameCube foi portado para o PS2 – plataforma na qual o título fez muito, mas muito mais sucesso. Na época, o diretor Shinji Mikami assinou um acordo com a Nintendo preocupado com o futuro da indústria de jogos , porque tanto a Sony quanto a Microsoft lançaram consoles como um negócio paralelo, e não estava claro, pasmem, se as empresas “iriam durar muito no mercado”.
“Na época, eu estava pensando: ‘Bem, a Nintendo pode ser a única que restou no futuro que teria jogos para as pessoas – não apenas crianças, mas também adultos’. Esse era o pensamento na época”, disse Mikami à revista Variety em entrevista no final do ano passado. “Então, eu descobri que estava completamente errado”. O diretor ainda revelou que, de forma , se ofereceu para colocar “o trabalho e a vida” dele em risco para manter o game exclusivo do GameCube. Cômico em relação à situação nos dias de hoje, ele agora reconhece que o lançamento multiplataforma foi “provavelmente a coisa certa a fazer”.
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