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Games · · 2 min de leitura ·

O fim da mídia física, mas não só no PlayStation

O fim da mídia física, mas não só no PlayStation




Janeiro de 2028 marcará o fim dos jogos em disco no PlayStation, mas isso significa apenas o fim da mídia física no PlayStation ou o fim da venda de discos no geral? 

Com o recente anúncio da XBOX de demitir um quinto de seus funcionários e o foco no XBOX GAME PASS, não será surpresa se o principal concorrente da PlayStation seguir essa linha de jogos apenas digitais, mesmo que silenciosamente.

Seguindo uma tendência que já existe desde 2007 nos computadores, com o STEAM, a Sony chega a este universo apenas digital, 20 anos depois. Mas o que significa comprar um jogo apenas digital? A meu ver, significa o mesmo que comprar qualquer aplicativo no seu celular. 

Durante décadas, comprar um jogo significava adquirir um bem. O disco ou cartucho passava a ser propriedade do jogador, que podia emprestá-lo, revendê-lo, colecioná-lo ou simplesmente guardá-lo por anos. Com a distribuição digital, essa lógica mudou. Na maioria das plataformas, o consumidor não adquire o jogo em si, mas uma licença de uso vinculada à sua conta e sujeita aos termos definidos pela empresa. 

Desta forma, o jogo que você tem na sua biblioteca digital pode simplesmente ser removido, por qualquer motivo, assim como foram removidos da PlayStation Store 550 filmes da distribuidora StudioCanal, que alegaram o fim do contrato de licenciamento, deixando usuários sem reembolso. 

O colecionador nunca comprou apenas um jogo. Comprou uma peça da história dos videogames. Quando o jogo deixa de existir como objeto e passa a existir apenas como uma licença, a coleção deixa de ocupar uma prateleira e passa a ocupar uma lista em um servidor. Este servidor, por sua vez, pode estar ou não à disposição deste colecionador, que deixa de exibir uma coleção na prateleira e passa a ter apenas uma lista de caracteres na sua biblioteca de jogos.

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