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Games · · 3 min de leitura ·

Review: ‘Arcadegeddon’ é ideia promissora e, por ora, só isso

Review: 'Arcadegeddon' é ideia promissora e, por ora, só isso




Antes de mais nada, saiba que o jornalista aqui pode soar injusto. Veja bem: ‘Arcadegeddon‘ foi mostrado no State of Play de julho e, logo em seguida, ficou disponível na PS Store para PlayStation 5 (PS5), mas em Early Access (Acesso Antecipado) e com previsão de lançamento somente para 2022. Para a surpresa de muitos (e a minha), o game da Illfonic (‘Predator: Hunting Grounds’, ‘Friday the 13th’) é uma grata surpresa com muito potencial… e apenas isso. Em 12 meses, muitas melhorias podem ocorrer para acrescentar detalhes a um universo hightech e colorido que homenageia os arcades, todavia a pergunta que fica é: como dissertar sobre um título que não está completo?

Lodo de cara, já aviso: o jogo é repetitivo, há pontos a serem melhorados, não há localização para nosso idioma, variedade de monstros, cenários e minigames limitadas, e, acima de tudo, é pago. Se tudo ainda não te desinteressou, ótimo, pois estamos lidando com um título que pode vir a ser o futuro “queridinho” dos fãs de co-op.

Como o próprio nome já indica, a ideia de ‘Arcadeggedon’ é mesclar a fórmula arcade com o armageddon, ou o “fim dos tempos”. Na trama, os jogadores assumem um personagem customizável que entra no mundo virtual de um fliperama gigante e renomada para deter uma megacorporação maligna. E é isso – não que seja ruim, mas há quem não irá gostar.

O game da Illfonic deixa a narrativa de lado e simplifica tudo com a premissa de “salve o mundo”. É quase o estilo de ‘Destiny’, sabe? Quando os jogadores vão para A Torre, conversam com personagens não jogáveis para receber tarefas e escolhem os planetas para cumprir as tasks. É quase a mesma coisa.

Para quem não sabe – e se eu estiver falando algo muito cringe -, os jogos arcades são aqueles dos antigos fliperamas que, bem, “não tinham um fim”. A jogabilidade era linear e não havia um ponto final para acabar – talvez alguns, com o investimento de muitas horas e fichas -, ou seja: jogue até o game over. Em ‘Arcadegeddon’, a proposta é justamente essa e de certa forma entretém: mesclar o antigo conceito de ‘aproveite e resista até que não tenha mais opções” com aspectos de modernidade, trazendo pontos similares ao ‘Fortnite’, ‘Borderlands’ e (pasmem) ‘Returnal’, junto a um horizonte amplo pela frente.

‘Arcadegeddon’ pode ser jogado sozinho ou em até três pessoas, e a dificuldade acompanha o número de jogadores. No entanto, a inteligência artificial do título, ao menos na versão de “acesso antecipado”, entende que complicar as coisas para os jogadores quer dizer “mais inimigos”. Por exemplo, em uma partida sozinho, você enfrenta “x” inimigos em um bioma; em dupla, o número será “y” e em trio será “z”, mas o nível de desafio se mantém o mesmo, seja single ou co-op.

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