Review | ‘Battlefield 2042’ promete a volta dos “momentos Battlefield” em grande estilo

No review de ‘Call of Duty: Vanguard’ que publiquei nesta quarta-feira (17), comentei que “preferia jogos de tiro em primeira pessoa com um ritmo mais cadenciado, que privilegiasse a estratégia no lugar do dedo rápido no gatilho”. Era de ‘Battlefield’ que estava falando. A franquia da DICE, que nasceu retratando a Segunda Guerra e já se aventurou no combate moderno e no cenário futurista de 2142 – passando pela Primeira Guerra Mundial e pelo Vietnã – agora aporta no futuro próximo em ‘Battlefield 2042’, que será lançado globalmente nesta sexta-feira (19).
Por enquanto, o game está em acesso antecipado para quem comprou as Edições Gold ou Ultimate – e foi essa versão que jogamos. Totalmente online, ‘Battlefield 2042’ abandonou as campanhas para focar só no multiplayer, com partidas massivas para até 128 pessoas nos consoles da nova geração e nos PCs. Mas será que essa foi uma boa decisão? O game está à altura da franquia?
Mais ou menos. E vou explicar. ‘Battlefield 2042’ oferece três experiências distintas de multiplayer: “All-Out Warfare”, “Hazard Zone” e “Battlefield Portal”. A primeira é a mais tradicional em termos de jogatina online na franquia, a segunda é a novidade desta edição (e o mais próximo de uma “campanha” que o game oferece) e a terceira permite a criação de partidas customizáveis com elementos dos títulos anteriores ‘Battlefield 1942’, ‘Bad Company 2’ e ‘Battlefield 3’.
No campo de batalha, cada jogador pode escolher um kit de armas e acessórios que pode vir pré-definido (os clássicos Assalto, Engenheiro, Sniper, Suporte e Médico) ou construir seu próprio conjunto e deixá-lo salvo. Esses itens são combinados com as habilidades únicas dos Especialistas – dez personagens que possuem visual e recursos únicos, como construir barricadas, curar outros jogadores à distância, usar um gancho com garras para escaladas ou planar com uma wingsuit. Essa inovação praticamente acaba com o sistema de classes dos jogos anteriores, e consequentemente seu desequilíbrio. Não existem Especialistas melhores que outros e tudo depende do seu estilo de jogo e o quanto está disposto a ajudar seu time.
Aqui eu abro um parêntese para agradecer a DICE por manter o personagem Kimble “Irish” Graves mesmo após o falecimento precoce do ator Michael K. Williams. Ele interpretou o militar em ‘Battlefield 4’ e é retratado como um Especialista veterano em ‘Battlefield 1942’. Dar voz e rosto a Irish foi um dos últimos trabalhos de Williams, um excelente ator que se destacou também por sua atuação em ‘The Wire’ e ‘Lovecraft Country’, e que faleceu em setembro passado.
Voltando ao jogo, em tudo a escala do novo ‘Battlefield’ é imensa. O já icônico mapa da Plataforma de Lançamento de Foguetes, por exemplo, inclui, além da plataforma em si, um Prédio de Montagem e uma Plataforma de Transporte conectando os dois em uma espécie de península. São oito setores: duas bases e seis áreas em disputa entre os dois times, cada uma com objetivos próprios a serem alcançados. Ao longo da…
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