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Games · · 2 min de leitura ·

Review: ‘Returnal’ é, de fato, o primeiro grande jogo exclusivo para PS5

Review: 'Returnal' é, de fato, o primeiro grande jogo exclusivo para PS5




‘Returnal’ é, sem sombra de dúvidas, o primeiro jogo exclusivo para PlayStation 5 (PS5) que pode ser chamado “de grande”. O título desenvolvido pela Housemarque – mesmo estúdio de ‘Resogun’ e ‘Nex Machina’ – inicia a nova geração com gameplay intenso, terror psicológico em uma aventura de ficção científica frenética e um sistema de loop temporal que te lembra o tempo todo que o game é um roguelike pronto para testar a paciência do jogador diante dos desafios.

E justamente por se tratar de um roguelike – gênero conhecido por ser mais desafiador que o normal e voltar à estaca zero em caso de morte – que o jogo chama a atenção desde que foi anunciado, em junho do ano passado. Tal qual ‘Infamous: Second Son’, que iniciou a era do PlayStation 4 (PS4) com suas opções de decisões e finais alternativos, a Sony também decide inovar com ‘Returnal’ e seu permadeath bem encaixado no roteiro. E a única forma de chegar ao fim do game, goste ou não, é continuar tentando… e sobreviver, claro.

Diferente dos exclusivos comuns da Sony e PlayStation Studios, ‘Returnal’ não coloca o enredo à frente do gameplay, o que contribui para que o ritmo seja constante e a história – em determinado ponto – seja de fato compreendida e se desenvolva.

Sem muitos spoilers e da forma mais resumida possível, a trama do jogo foca em Selene, uma astronauta que sofre um acidente com sua nave e vai parar em um planeta totalmente desconhecido chamado Atropos, habitado por criaturas não muito amistosas e receptivas.

E logo no começo, o jogador é apresentado aos dois pontos fundamentais do título: o permadeath (morte permanente) e o loop temporal. Ouso dizer que demorei a morrer pela primeira vez, mas fui surpreendido quando ocorreu. E não há nem tempo de pensar muito: morreu, voltou ao começo do game na nave caída de Selene e com a perda de todo o progresso não permanente – incluindo armas, itens etc.

E aceite: você vai morrer muito. Mas essa é, literalmente, a proposta que o jogo quer que você e todo mundo experimente. Não há níveis de dificuldade, nem drama complexo ou excesso de cutscenes. Em ‘Returnal’, a premissa é simples de entender: sobreviva – algo você só consegue fazer jogando.

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