Ser bom no League of Legends não basta: o que transforma um jogador em profissional?

Calid “Moita” Reis, coach da LOS Academy, explica ao Olhar Digital por que mecânica é apenas uma parte da formação de um jogador e fala sobre o papel dos treinadores, a importância do Tier 3, como na Liga GG, e os desafios de desenvolver novos talentos no Brasil.
Chegar às posições mais altas da fila ranqueada de League of Legends é difícil. Exige conhecimento do jogo, muitas horas de prática e, principalmente, habilidade para executar tudo isso dentro da partida. Mas se alguém consegue chegar lá, significa que está pronto para ser jogador profissional?
Para Calid “Moita” Reis, coach da LOS Academy, um bom desempenho na Solo Queue (a fila ranqueada em que jogadores competem individualmente) mostra algo importante: aquele jogador tem uma boa mecânica. Em outras palavras, sabe controlar seu personagem, executar jogadas e utilizar individualmente as ferramentas que o jogo oferece.
Transformar habilidade individual em desempenho dentro de uma equipe envolve comunicação, tomada de decisão, entendimento tático, disciplina e capacidade de aprender. É justamente nesse espaço entre jogar bem e estar preparado para competir que entram os torneios de base e o trabalho de profissionais que muitas vezes não aparecem durante uma transmissão.
A história de Moita no League of Legends também começou jogando. Ele tentou seguir pelo competitivo durante cerca de seis meses, mas percebeu que havia outra parte do jogo que despertava seu interesse: estudá-lo.
A oportunidade de experimentar outra função surgiu quando um amigo com quem já havia jogado, e que na época morava nos Estados Unidos, o convidou para atuar como coach de um time que havia montado com amigos.
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