Splatoon Raiders Review: a aventura solo que abre a franquia para todo mundo

Eu nunca tinha jogado um Splatoon. A franquia sempre me pareceu uma batalha de paintball divertida, na qual eu ficaria completamente cega no primeiro headshot. Então, a Nintendo anunciou um Splatoon feito para jogar sozinho, e resolvi aceitar o convite.
Splatoon Raiders chega em 23 de julho como exclusivo de Nintendo Switch 2, a R$ 279,90 na versão digital (a física varia conforme o varejista). É o primeiro spin-off da série, e a proposta é ousada: pegar um fenômeno multiplayer e transformá-lo numa aventura de exploração e caça ao tesouro. E será que isso funciona para quem chega de fora?
Vale entender o tamanho da aposta. A franquia Splatoon já soma mais de 25 milhões de cópias vendidas na era Switch, e só o Splatoon 3 passou dos 10 milhões — números que, no Japão, colocam a série no patamar de fenômeno cultural. Lançar o primeiro spin-off da história como exclusivo de Switch 2, que fechou o último ano fiscal com quase 20 milhões de consoles vendidos, não é coincidência: a Nintendo usa um IP consolidado para dar tração ao novo console e, ao mesmo tempo, abre a marca para um público que sempre ficou de fora: quem não curte o multiplayer competitivo. É uma jogada dupla de portfólio e de audiência, e explica por que uma aventura solo “de nicho” ganhou Direct próprio e campanha de peso.
Splatoon Raiders é uma aventura de exploração em que você é um mecânico que, ao lado do trio Deep Cut, cruza mares e ilhas atrás de tesouros. Tudo começa em Leehlo Island, a ilha de introdução, mais especificamente em Pantree Beach, que serve de tutorial para enfrentar os primeiros Salmonids e aprender as mecânicas. Para quem não conhece a franquia, é uma curva de aprendizado agradável.
A narrativa é enxuta, e tudo bem: não há por que ter profundidade aqui. O clima é leve, quase infantil, com personagens fofos e carismáticos que não falam… só grunhem. E, sinceramente, isso é parte do charme. Existe conteúdo pós-créditos, mas eu ainda não cheguei lá para conferir.
Onde o jogo te encanta é no que ele faz você sentir enquanto joga: a vontade de ver a próxima ilha.
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