Subnautica 2 review: vale a pena o acesso antecipado?

A sequência já é muito sólida em acesso antecipado. Vale a pena se você topa esperar dois a três anos pela versão final.
Subnautica 2 é a sequência de uma das franquias de sobrevivência mais queridas dos últimos anos, desenvolvida pela Unknown Worlds Entertainment. Para quem não conhece, Subnautica (2018) é um jogo de exploração subaquática em que o jogador sobrevive em um planeta-oceano alienígena, construindo bases e sobrevivendo a criaturas. A sequência chegou em acesso antecipado no dia 14 de maio de 2026 para PC (Steam, Epic Games Store, Microsoft Store) e Xbox Series X|S, por R$ 119,99. A versão final (1.0) deve sair em dois a três anos. Quem comprar agora recebe todas as atualizações até lá sem pagar nada a mais: não há season pass nem microtransações.
Quem jogou o Subnautica original ou a DLC Subnautica: Below Zero vai reconhecer imediatamente o DNA da franquia. Em quase todos os aspectos, Subnautica 2 é um avanço. A comparação com Below Zero não tem disputa: a sequência é melhor em todos os sentidos. Em relação ao primeiro Subnautica, é mais complicado. A sequência tem ingredientes para superar o original, mas o veredito só virá com a versão final.
A construção de base é o pico do jogo. O sistema é tão completo e visualmente bem trabalhado que se torna convidativo até para quem nunca teve paciência com mecânicas de construção em outros jogos do gênero. As peças se encaixam bem umas nas outras, e o resultado funciona tanto na utilidade quanto na estética. É o tipo de sistema que faz o jogador parar de explorar para passar duas horas decorando uma base.
A progressão de complexidade é outro ponto alto e talvez o mais importante. Subnautica 2 entende que o melhor jogo de sobrevivência é aquele que antecipa a curiosidade do jogador. Em pouco tempo de campanha, surge aquela pergunta clássica: “Por que eu não posso fazer tal coisa?” e o jogo, minutos depois, apresenta a mecânica ou desbloqueia o item que destrava aquela ação. É uma curva de descoberta que parece quase natural. E a satisfação se constrói exatamente através de frustrações iniciais: pouco oxigênio, velocidade de nado baixa, falta de adaptação biológica. Cada limitação que você tem vira uma conquista depois. É uma das coisas que mantêm o jogador engajado.
A atmosfera de mistério submarino, que é a marca registrada da franquia, segue intacta. A história, mesmo ainda não finalizada, prende. Em nenhum momento da campanha atual a narrativa se arrasta, e a sensação ao chegar no fim do conteúdo disponível é a clássica “quero mais”. É um bom sinal. Em acesso antecipado, é justamente isso que segura o jogador esperando pela próxima atualização.
Entre para comentar.