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Games · · 2 min de leitura ·

Valve quer revolucionar experiências gamer com interfaces cérebro-computador

Valve quer revolucionar experiências gamer com interfaces cérebro-computador




As interfaces cérebro-computador devem revolucionar as experiências gamer. É o que afirma Gabe Newell, cofundador da Valve — gigante de videogames e detentora de títulos como “Counter-Strike” e “Half-Life”.

Em entrevista ao 1 News, da Nova Zelândia, Newell diz que essas interfaces serão capazes de detectar as emoções dos jogadores e ajustar as configurações dos games de acordo com esses sentimentos. Na prática, isso quer dizer que a visão e a audição podem passar a ser meros coadjuvantes em uma gameplay. Para Newell, isso não é o mais estranho. “O estranho é quando você pode ser editado por uma interface cérebro-computador”, avalia.

E isso pode acontecer quando o protagonismo ficar com o humor: a detecção de tédio pode fazer o sistema aumentar a dificuldade para intensificar o foco do jogador. Por outro lado, sentimentos de tranquilidade e confiança podem levar o game a apresentar situações assustadoras.

De olho no futuro, a Valve já desenvolve seus próprios dispositivos do tipo. A empresa trabalha com acessórios modificados de realidade virtual, que são capazes de detectar os sinais do cérebro. Ou seja, não será novidade se a companhia anunciar games com a tecnologia nos próximos anos.

Aliás, segundo Newell, as interfaces cérebro-computador devem ser quase um pré-requisito para que as desenvolvedoras de jogos tragam novidades em um futuro próximo. “Se você for um desenvolvedor de software em 2022 e não tiver um desses [dispositivos] em seu laboratório de teste, estará cometendo um erro bobo”, diz.

Muito além de experiências gamer superiores, as interfaces cérebro-computador podem ser grandes aliadas na resolução de problemas cotidianos. Elas podem ser conectadas, por exemplo, em aplicativos capazes de melhorar o foco ou otimizar o sono de um indivíduo.

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