Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 14 de março de 2019 · 2 min de leitura ·

China x EUA: quem é o protagonista em inteligência artificial?

China x EUA: quem é o protagonista em inteligência artificial?

O que você precisa saber

Em julho de 2017, o governo chinês publicou um documento polêmico e ambicioso. Segundo ele, o país se tornaria o líder mundial em inteligência artificial até 2030. É interessante notar que, se forem observados aspectos isolados, a China já atingiu o feito — uma década antes do previsto.

Um novo estudo mostra que a produção de pesquisa em inteligência artificial na China deve ultrapassar em breve a dos EUA, atual líder. Ou seja, o plano do país, que é expandir suas capacidades nesse segmento com a ajuda de generosos investimentos do governo em instalações educacionais e na indústria privada, tem dado resultado.

Em números absolutos de publicações de artigos sobre inteligência artificial a cada ano, a China ultrapassou os EUA em 2006. No entanto, especialistas apontam que quantidade não é qualidade: e a China tem problemas causados por fraudes científicas.

Além disso, há um estereótipo de que a pesquisa chinesa seja apenas incremental quando se fala de inteligência artificial. Por isso, foi sugerido que a contagem puramente numérica de artigos publicados não é necessariamente uma métrica significativa para o sucesso dos estudos sobre o tema.

Um levantamento recente do Instituto Allen de Inteligência Artificial (AI2), com sede em Seattle, considerou não apenas o número de artigos, mas a frequência com que foram citados. Esse é encarado como um bom método de mensuração de influência sobre a comunidade científica internacional.

Existem diferentes categorias de estudos. As três melhores são Top 1%, Top 10% e Top 50%, em ordem. Depois de analisar mais de 2 milhões de artigos publicados até o fim de 2018, o AI2 descobriu números interessantes — e incômodos para o país de Donald Trump. Os estudos chineses superarão os americanos (em citações) na categoria Top 50% neste ano, no Top 10% em 2020 e, finalmente, no Top 1% em 2025.

Compartilhe