
O que você precisa saber
O período eleitoral de 2020, em que escolheremos os próximos prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros, nunca coincidiu tanto com um momento tão caótico como o que estamos vivendo. Em meio a uma mistura de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus e os prós e contras de se defender uma vacina, os eleitores foram colocados à beira do caos. Neste cenário, ainda existe um novo personagem que pode acirrar ainda mais esses conflitos: a inteligência artificial.
É claro que ela pode ajudar em muitas coisas, inclusive nas eleições. Entretanto, se usada de maneira errada e desonesta, pode causar um enorme mal-estar social. Segundo estudo da FGV/DAPP, cerca de 20% das discussões envolvendo política nas redes sociais são motivadas por bots.
Nas eleições americanas de 2016 foi confirmado que Donald Trump foi eleito com a massiva ajuda de mais de 50 mil robôs. De acordo com informações reveladas pelo Twitter ao governo dos Estados Unidos, contas automatizadas na rede social compartilharam as mensagens do atual presidente americano 470 mil vezes durante os meses finais das eleições dos Estados Unidos.
Os retweets vieram de contas ligadas a grupos russos, que também retweetaram mensagens da candidata Hillary Clinton, mas em um número consideravelmente menor: 50 mil.
Tudo isso pode ofuscar os limites entre fato e fake, afetando os debates e as campanhas eleitorais. Além disso, os candidatos ainda podem usar a IA para difamarem seus opositores em vem de utilizá-la para propagar suas propostas e projetos.
Em tempos de tantas incertezas, separei algumas dicas para não cair em discurso falso causado pelo mau uso da Inteligência Artificial:
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