Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 12 de fevereiro de 2019 · 3 min de leitura ·

Inteligência Artificial e Perigos Reais

Inteligência Artificial e Perigos Reais

O que você precisa saber

Os avanços com inteligência artificial são pauta de muitas pesquisas e debates e não é de hoje que o mercado tem se beneficiado das novidades oriundas desse progresso. Mas como toda evolução, alguns pontos devem ser levados em consideração e, neste caso, o uso mal-intencionado ou enviesado pode resultar em ações negativas. Pensando nisso, pode-se apontar 6 grandes riscos que a inteligência artificial traz para a humanidade.

Um primeiro ponto é a expansão e interesse em torno dos veículos autônomos. Embora ainda não seja o segmento de grande expressividade no Brasil – mas que deva se expandir no agronegócio – um pequeno delay no envio dos sinais pode causar problemas e sérios acidentes. Veículos autoguiados podem encontrar alguns “pontos cegos” em seu processamento quando ocorrem diferenças sensíveis entre os exemplos de treinamento e o que um humano faria no seu lugar.

Com base nisso, a Microsoft e pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) firmaram uma parceria para criar um sistema que ajuda a identificar brechas no conhecimento de inteligência artificial usada em carros autônomos, um novo modelo de inteligência que compara ações do mundo real feitas por humanos com o que poderia ser feito na mesma situação. Ao ser refinado pelo usuário, poderia corrigir qualquer erro causado pela IA enquanto eles acontecem e até mesmo antes. Isso causaria uma mudança no comportamento da IA tornando suas ações mais próximas com as de um humano no trânsito. De acordo com o MIT e a Microsoft, os testes ainda não estão avançados o suficiente para testes maiores. Por enquanto, pesquisadores vêm usando videogames em que a simulação de um humano toma decisões que corrigem as ações de um personagem dentro do jogo.

Outro tema sensível em torno da IA diz respeito aos avanços do reconhecimento facial, principalmente na China. Considerada como o lugar do mundo com a maior abrangência dessa tecnologia, o artigo “Who needs democracy when you have data?”, do MIT, falou sobre como os dados podem influenciar na própria democracia. No país já é possível uma porta de trem não abrir para um cidadão que esteja devendo dinheiro, em uma espécie de SPC chinês.

No Brasil, o reconhecimento facial é usado com outras finalidades, como para identificar pessoas suspeitas em aeroportos. São raras, porém, as iniciativas voltadas à segurança urbana, como a da Bahia ou a de Campinas, que há alguns anos monitora imagens de câmeras para identificar as placas de carros roubados. O governo do estado do Rio de Janeiro escolheu Copacabana para, durante o carnaval, instalar o programa de reconhecimento facial através das câmeras de trânsito e de segurança instaladas nas ruas do bairro. Com as imagens será possível identificar pessoas que estejam com pedidos de prisão expedidos ou verificar placas de carros para saber se são roubados.

O que está acontecendo na China e em outros países representa um risco considerável. Bilhões de pessoas circulando nas ruas, sendo mapeadas…

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