
O que você precisa saber
O ato de apostar em jogos de azar existe há tanto tempo quanto os próprios jogos. Enquanto houver dinheiro a ser apostado nos resultados incertos desses eventos, os apostadores têm aproveitado a matemática para lhes dar uma vantagem sobre a casa. Como os jogos passaram dos cassinos para o mundo digital, os jogadores estão começando a usar técnicas modernas de computação, especialmente inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (AM), para aumentar suas chances de ganhar.
Mas isso é uma faca de dois gumes, na medida em que os pesquisadores trabalham para projetar inteligências artificiais capazes de derrotar jogadores profissionais em sua própria especialidade de jogo.
A velocidade com que os sistemas de inteligência artificial aprendem e superam as habilidades de seus oponentes humanos, acelerou em um ritmo assustador nos últimos anos. O famoso computador Watson, da IBM, limpou a mesa no torneio Jeopardy master class em 2011.
O AlphaGo, da divisão DeepMind do Google, bateu o campeão de Go, Fan Hui, há menos de três anos, em 2016. Dois meses depois, o AlphaGo ganhou do jogador profissional sul-coreano de Go, Lee Sedol. E em 2017 ainda conseguiu um recorde de 60 a 0 em partidas online contra alguns dos melhores jogadores do mundo. Também em 2017, o AlphaZero, um braço do AlphaGo, demoliu o campeão mundial de xadrez , Stockfish 8, em uma disputa de 100 partidas, depois de passar apenas quatro horas aprendendo a jogar.
A IA provou ser literalmente capaz de derrotar os humanos em seus próprios jogos. Mas sso é verdade quando estamos com poucas fichas e o dinheiro real está envolvido? O sistema Libratus, da Carnegie Mellon University, mostrou em 2017, que a resposta continua sendo um retumbante SIM.
Os jogadores profissionais de poker Jason Les, Dong Kyu Kim, Daniel McAulay e Jimmy Chou passaram 20 dias jogando mãos de US$120 mil no Texas Hold’em (uma modalidade do Poker) contra a IA, mas, no fim, acabaram perdendo por uma margem de mais de US$ 1,76 milhão.
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