
O que você precisa saber
Estamos chegando a uma encruzilhada interessante na estrada da IA para telecomunicações. Duas das tendências previstas para esse ano estão caminhando em direções opostas.
Primeiro, haverá uma crescente aceitação pelo uso da IA e machine learning pelos reguladores. Isso já está acontecendo – órgãos reguladores que pareciam ser um obstáculo, há apenas dois ou três anos viram a luz. Uma razão para essa aceitação é a ameaça à segurança cibernética – se os criminosos estão usando AI contra nós, precisamos responder com todo o poder de fogo técnico que temos.
Em 2019, os reguladores também aprenderão a aceitar o lado mais difícil de machine learning, os modelos não supervisionados. Esses são modelos de aprendizado de máquina que descobrem padrões preditivos por conta própria e são especialmente benéficos quando você não tem dados históricos de desempenho para usar na modelagem.
Assim, as empresas de telecomunicações verão um caminho mais fácil para usar a inteligência artificial, e não serão apenas os inovadores que fazem isso. As estruturas em torno da aceitação de modelos não supervisionados serão mais amplamente utilizadas.
A segunda tendência é a explicabilidade, que parece contradizer a crescente aceitação de modelos não supervisionados. A AI explicável é um dos campos mais quentes da ciência de dados, porque regulamentações como GDPR – para não mencionar o bom e velho atendimento ao cliente – exigirão que as empresas expliquem por que uma decisão foi tomada e qual comportamento ativou o algoritmo para uma determinada classificação ou pontuação.
Os cientistas de dados falam que o deep learning é uma tecnologia revolucionária, as perguntas sobre os detalhes dos padrões aprendidos em uma rede neural profunda ou superficial são geralmente respondidas com um silêncio inquisitivo, mesmo nas maiores empresas. Isso é completamente inaceitável para qualquer pessoa que tenha que falar com um cliente sobre o modelo ou apresentá-lo para um órgão regulador.
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