Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 13 de maio de 2020 · 3 min de leitura ·

Microsoft revela um dos supercomputadores mais poderosos do planeta

Microsoft revela um dos supercomputadores mais poderosos do planeta

O que você precisa saber

A Microsoft decidiu entrar de vez no mundo dos supercomputadores. A empresa aproveitou a Build 2020, realizada virtualmente neste ano em decorrência da pandemia do coronavírus, para anunciar a criação de uma das cinco máquinas mais poderosas do planeta, de acordo com o ranking da Top 500, atualizado duas vezes por ano com os supercomputadores mais potentes.

O projeto é uma evolução de uma parceria anunciada em 2019 com a OpenAI, organização sem fins lucrativos criada com o objetivo de promover um uso seguro e ético de inteligência artificial. O computador foi desenvolvido para alavancar projetos de IA e será usado exclusivamente pela empresa, segundo a Microsoft.

O supercomputador da OpenAI é diferente dos outros que compõem o Top 500, porque ele não é uma máquina física. Ele reside na plataforma de nuvem da Microsoft, a Azure. O sistema conta com mais de 285 mil núcleos de processadores com mais 10 mil unidades de processamento gráfico, com 400 gigabits por segundo para cada servidor de GPU. A Microsoft não crava um número de petaflops para detalhar a capacidade do sistema, mas considerando que o quinto supercomputador mais poderoso do planeta é o Frontera, na Universidade do Texas, nos EUA, capaz de 23,516 petaflops, é seguro estimar que a empresa espere alcançar potências superiores a isso. Isso significaria mais de 23 quadrilhões de cálculos por segundo.

O supercomputador “dos sonhos”, como define a OpenAI, como você já deve esperar, será dedicado a projetos de inteligência artificial. Na visão da Microsoft, a tecnologia abre portas para ideias inovadoras, habilitando centenas de avanços em áreas como processamento de linguagem natural (reconhecimento e compreensão de fala e texto, por exemplo) ou visão computacional, tornando as máquinas mais capazes de interpretar imagens e reconhecer o ambiente ao seu redor. “Quando você começa a ver a combinação desses domínios perceptivos, você tem novas aplicações que até são difíceis de imaginar neste momento”, diz Kevin Scott, diretor de tecnologia na companhia.

O supercomputador é o primeiro passo em um plano mais amplo, que habilitar modelos de inteligência artificiais mais amplos e capazes, que devem ser disponibilizados também para outras organizações no futuro.

O projeto visa mudar a forma como sistemas de aprendizado de máquina operam. Até hoje, como explica a Microsoft, a maior parte dos sistemas do tipo são feitos de uma forma pouco eficiente: vários exemplos são etiquetados (muitas vezes manualmente) de uma forma que a máquina consiga entendê-los, e essa base de dados é usada de forma restrita para realizar uma tarefa específica. Isso pode ser, por exemplo, a tradução de uma frase de um idioma para outro, interpretação de pontos importantes em um texto, reconhecimento de voz ou identificação de um objeto pela câmera de um celular.

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