Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 11 de dezembro de 2020 · 2 min de leitura ·

Pesquisadores desenvolvem novo sensor óptico similar ao olho humano

Pesquisadores desenvolvem novo sensor óptico similar ao olho humano

O que você precisa saber

Pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon (OSU) estão próximos de apresentar um novo tipo de sensor óptico mais próximo do olho humano. A inovação, também conhecida como sensor retinomórfico, será capaz de imitar a percepção de mudanças no campo visual dos olhos e deverá ter papel importante na próxima geração da inteligência artificial (IA).

As tentativas passadas de criação do sensor emperraram na necessidade de softwares ou hardwares complexos, explicou John Labram, pesquisador da Faculdade de Engenharia da OSU e um dos desenvolvedores da inovação, junto da graduanda Cinthya Trujillo Herrera.

No entanto, os estudos publicados na revista Applied Physics Letters na última terça-feira (8) mostram que o novo projeto baseia-se em camadas ultrafinas de semicondutores de perovskita — mineral raro, com grandes potenciais de energia solar —, que mudam de fortes isolantes elétricos para fortes condutores quando colocados na luz.

“Você pode pensar nisso como um único pixel fazendo algo que atualmente requer um microprocessador”, disse Labram.

Segundo Labram, a visão humana tem uma peculiaridade interessante: ela é bem adaptada para detectar objetos em movimento, e é “menos interessada” em imagens estáticas. Desse modo, o circuito óptico prioriza os sinais dos fotorreceptores que detectam alterações na intensidade da luz — perceptível quando focamos o olhar em determinado ponto e os objetos ao redor começam a “desaparecer”.

As câmeras fazem um processo parecido, mas são mais adequadas ao processamento sequencial. Ou seja, imagens estáticas resultarão em tensões de saída mais ou menos constantes do sensor, dependendo do escaneamento feito pela matriz bidimensional dos receptores.

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