
O que você precisa saber
O Brasil possui cerca de 80 milhões de processos judiciais em andamento. Isso significa que a cada 3 pessoas, uma delas está em litígio. Para conduzir esses processos, existem mais de 1 milhão de advogados ativos no país; resultado das mais de 1.120 instituições que lecionam Direito por aqui.
No entanto, a concorrência na profissão não se restringe à chegada de novos profissionais. A cada dia surgem no mercado opções para a automatização dos serviços jurídicos; situação essa impulsionada pelos processos eletrônicos. Hoje, 79,7% dos processos judiciais tramitam de forma eletrônica (virtual).
Aliás, o Supremo Tribunal Federal (STF), em parceria com a Universidade de Brasília, lançou um sistema para ler todos os recursos extraordinários que chegam à corte. Batizado de Victor, o software deverá ajudar na organização das ações.
Mas não se discute aqui situações corriqueiras, como as já tradicionais varreduras de publicações, tabulação de dados, arquivo de documentos, organização de agendas, geração de relatórios, realização de protocolos, pesquisas jurisprudenciais, busca por novos processos ou extração de cópias.
A inteligência artificial já vem sendo tabulada para a elaboração de petições, inclusive peças mais complexas, como contestações ou recursos. A simples indicação (ou mesmo a leitura automática) de certas palavras-chave permitem a construção de importantes peças processuais. Certamente, tais ferramentas aumentam consideravelmente a produtividade do profissional e permitem a cobrança de honorários ainda mais enxutos.
No entanto, sabe-se que as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas são atividades privativas de advogados. Neste sentido, ainda que inevitável, em que momento a tecnologia estará violando os preceitos éticos e legais da profissão?
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