Julia Monteiro
Julia Monteiro
Robotica · 2 de agosto de 2017 · 2 min de leitura ·

Pesquisadores do MIT criam ‘joias vivas’ que se movem pelo corpo do usuário

Pesquisadores do MIT criam 'joias vivas' que se movem pelo corpo do usuário

O que você precisa saber

Inspirando-se em algumas culturas que usam insetos coloridos vivos como adereços, pesquisadores do MIT criaram o “Project Kino”. Trata-se de um projeto que avalia o uso de pequenos robôs que ficam sobre o tecido das roupas dos usuários para fins de ornamentação ou até mesmo para realizar algumas tarefas.

Segundo os pesquisadores, os robôs podem ser adornados de diversas maneiras e colocados sobre qualquer tipo de roupa. Eles são capazes de “mudar de local e reconfigurar sua aparência de acordo com o contexto social, possibilitando múltiplas representações de si”. Em outras palavras, se a pessoa estiver usando os robôs em uma situação na qual não é adequado que sua roupa tenha partes móveis, eles podem parar de se mexer.

Além disso, “com o acréscimo de sensores, eles podem responder ativamente a condições do ambiente”. Por exemplo, podem ser programados para automaticamente baixar o gorro de uma capa de chuva ao detectarem que parou de chover. Seria possível ainda acoplar um pequeno microfone a um dos robôs; assim, quando o usuário recebesse uma ligação, o robô se moveria automaticamente para perto de sua boca. O vídeo abaixo mostra os robozinhos em funcionamento:

Os robôs usam magnetismo para ficar na roupa do usuário. Eles são compostos por duas partes, uma maior, que fica na parte “de fora” da roupa, e outra, menor, que fica por dentro. As duas se conectam magneticamente e funcionam com um pequeno motor que move o robozinho pelo tecido.

Em tecidos nos quais os toques deixam marcas – como veludo -, os robozinhos podem efetivamente criar desenhos sobre a roupa. Eles também podem se conectar ao smartphone do usuário para, por exemplo, mover-se de um lado para o outro quando houver uma notificação. O GIF abaixo mostra um dos robozinhos se movendo:

Há, no entanto, alguns problemas com a sua implementação. De acordo com o TechCrunch, o principal deles é a bateria. Por enquanto, ela dura apenas cerca de 45 minutos. Para contornar esse problema, os pesquisadores estão pensando em criar pontos de carregamento sem fio que podem ser incorporados às roupas – assim, quando os robozinhos estivessem ficando sem carga, poderiam simplesmente se mover até lá.

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