Julia Monteiro
Julia Monteiro
Robotica · 30 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Robô impresso em 3D vence primeira fase de Super Mario Bros.

Robô impresso em 3D vence primeira fase de Super Mario Bros.

O que você precisa saber

Um robô feito em impressora 3D conseguiu vencer a primeira fase do jogo “Super Mario Bros.”, da Nintendo. Ok, a primeira fase do jogo é um dos níveis mais simples da história, e você praticamente nasce sabendo superá-lo, mas acompanhe o relato.

O projeto é parte da subdivisão de “soft robotics” da Universidade de Maryland, nos EUA, conhecida por fugir das construções tradicionais e abandonar materiais rígidos para construir seus robôs com componentes flexíveis, que imitam atribuições físicas encontradas em tecidos de animais.

É o caso do projeto atual: consistindo de uma mão com três dedos, o projeto tem destreza suficiente para manipular os botões e o controle direcional de um joystick do NES. A mesma equipe de cientistas construiu dois robôs em forma de tartaruga — o animal que serve de mascote para a universidade — e publicou suas conclusões em um paper divulgado pelo Science Advances.

Segundo a universidade, há inúmeras vantagens no uso de materiais flexíveis: imagine um robô cujo corpo inteiro é maleável a ponto de se enfiar em aberturas menores, na busca de vítimas de desastres como desabamentos ou terremotos. Isso sem falar nas possibilidades de seus usos como próteses de membros perdidos ou aplicações da biomedicina.

“Recentemente, vários grupos tentaram dominar os circuitos fluidos para aprimorar a autonomia dos robôs de tecido macio”, disse Ruben Acevedo, aluno da graduação de Maryland e co-autor do paper. “Mas os métodos de construção e integração desses circuitos dentro dos robôs podem levar de dias a semanas, com uma alta demanda de trabalho manual e capacidade técnica”.

Em 2016, cientistas da Universidade de Harvard sentiram isso na pele, ao desenvolver um robô-polvo e trocar placas rígidas por “circuitos microfluídicos”. Esses componentes agiam na regulação do fluxo de água (hidráulica) ou ar (pneumática) ao invés de eletricidade, permitindo que o robô se movesse e se contorcesse.

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