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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Robotica · · 2 min de leitura ·

Robôs idênticos a humanos são cada vez mais realistas; conheça alguns deles

Robôs idênticos a humanos são cada vez mais realistas; conheça alguns deles

O que você precisa saber

Na série de ficção científica “Westworld”, inspirada no filme de mesmo nome de 1973, robôs com feições, gestos e comportamentos extremamente semelhantes aos nossos se misturam aos humanos que frequentam um parque de diversões temático do Velho Oeste dos Estados Unidos. Será este o futuro da robótica no mundo real?

A julgar por alguns projetos em desenvolvimento mundo afora, tudo leva a crer que sim. Multiplicam-se os engenheiros que se dedicam a criar robôs tão parecidos com o ser humano que chegam a causar desconforto, o chamado “uncanny valley” – a sensação de repulsa ao encontrar uma imagem artificial absurdamente realista.

É o caso do SEER (Simulative Emotional Expression Robot, ou Robô Simulador de Expressão Emocional, em tradução livre), um protótipo criado pelo japonês Takayuki Todo e que foi apresentado nesta semana durante uma feira de robótica no Canadá. A máquina é capaz de reproduzir as expressões faciais humanas de quem a observa.

Segundo o relato de Devin Coldewey, repórter do site TechCrunch que esteve no evento e viu SEER de perto, o robô é capaz de imitar até os menores e mais sutis movimentos da face do observador, desde a abertura das pálpebras até a flexão da sobrancelha. Com exceção de um outro glitch nos dados que faz a face robótica travar, é claro.

O SEER é apenas um pequeno busto, que cabe na palma de uma mão, e opera a partir de uma série de pontos articulados e uma câmera alimentada por algoritmos de reconhecimento de imagem, que identifica o olhar e a expressão de qualquer pessoa próxima e o reproduz nas engrenagens do pequeno robô japonês.

Também do Japão vem Hiroshi Ishiguro, diretor do laboratório de robótica da Universidade de Osaka. Desde 2010, ele viaja pelo mundo exibindo o seu “irmão gêmeo“, como ele mesmo diz: uma cópia robótica dele mesmo, com pele de silicone e uma inteligência artificial rudimentar para ouvir e responder perguntas em inglês.

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