737 Max: ex-piloto da Boeing é acusado de fraude por ocultar falha do avião

No final de 2020, os aviões Boeing 737 Max voltaram a voar. Parecia que a novela sobre a aeronave tinha acabado. Mas as investigações sobre as falhas que causaram duas tragédias com unidades da linha continuam e, no capítulo mais recente, colocam um nome contra a parede: Mark Forkner, ex-piloto técnico da Boeing, foi acusado de ocultar informações críticas sobre o software do 737 Max.
A FAA (Federal Aviation Administration) é a entidade responsável pela regulamentação da aviação civil nos Estados Unidos. Entre as suas atribuições está a verificação dos parâmetros técnicos e de segurança das aeronaves que voam pelo país.
Por causa de seu cargo, Forkner foi um dos funcionários da Boeing escalados para fazer tratativas com a FAA relacionadas aos processos de homologação do 737 Max.
Os problemas começam aqui: o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) afirma que o piloto forneceu à FAA “informações falsas, incompletas e imprecisas sobre o MCAS”, sistema cuja principal função é evitar que o avião entre em estol (perca sustentação).
Trata-se de uma acusação seríssima. O MCAS é tido como o principal fator para os acidentes com os aviões 737 Max que operavam os voos JT610, da Lion Air, e ET302, da Ethiopian Airlines. Em ambos os casos, o sistema teria entrado em ação por interpretar erroneamente que havia uma situação de estol em curso.
Como os aviões 737 Max têm motores maiores e mais pesados em relação à geração anterior, a Boeing implementou o MCAS na linha por entender que essas características deixariam as aeronaves mais suscetíveis ao estol. Sob determinadas circunstâncias, cabe ao sistema baixar o nariz da aeronave para evitar que isso aconteça.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.