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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

A receita minúscula do XD explica por que a Adobe comprou o Figma

A receita minúscula do XD explica por que a Adobe comprou o Figma

Na quinta-feira passada (15), a Adobe anunciou a compra da Figma, uma startup que desenvolve ferramentas colaborativas de design online, por nada menos que US$ 20 bilhões. Para a Adobe, a aquisição significa “reimaginar o futuro da criatividade e da produtividade”. Mas o fracasso do Adobe XD, alternativa ao Figma, explica melhor a transação: o aplicativo só gerava US$ 15 milhões de receita anual recorrente.

O verdadeiro foco da Figma é o desenvolvimento de projetos colaborativos facilitados pela “magia” do compartilhamento. Explico: a tecnologia da empresa permite que tudo em um projeto de design seja feito pelo navegador, sem que necessariamente duas equipes trabalhem em uma mesma ideia em arquivos separados.

Embora a Adobe também tenha passado a oferecer suas soluções nesse mesmo formato, ainda havia muitos gargalos que a impedia de proporcionar um trabalho tão fluido quanto o de sua concorrente. Aliado a isso, a empresa viu toda a atenção se voltar para a Figma nos últimos anos, enquanto o Adobe XD afundava.

Na verdade, alguns rumores já ventilavam que a compra poderia acontecer, então a notícia já era dada como certa. Contudo, para seus investidores, o valor de US$ 20 bilhões pago pela startup teria sido muito acima do que ela realmente valia.

Para Shantanu Narayen, diretor executivo da Adobe, a fusão das duas empresas é “transformadora e acelerará nossa visão de criatividade colaborativa.” Por fim, a empresa confirmou que Dylan Field, cofundador e CEO da Figma, permanecerá na empresa e continuará liderando os negócios da companhia.

Assim que a Adobe anunciou a compra, suas ações na Nasqad começaram a despencar e caíram mais de 17%. Isso, claro, é fruto da desconfiança do mercado, que se chocou com o valor pago pela startup.

Fonte: Tecnoblog

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