Activision Blizzard viola lei dos EUA e coloca a culpa na Microsoft

A Microsoft parece ter comprado a Activision Blizzard em uma promoção “pague um e leve dois”: adquiriu a empresa e ganhou os problemas dela de brinde. Recentemente, a publicadora de Call of Duty e World of Warcraft violou uma lei dos Estados Unidos e, em vez de assumir o próprio erro, preferiu colocar a culpa na conta da dona do Xbox.
No estado da Califórnia, nos EUA, as grandes empresas com mais de seis membros no quadro de diretores são obrigadas por lei a terem pelo menos três mulheres entre os membros. No caso da Activision Blizzard, o comitê é formado por 10 pessoas, sendo que apenas duas são mulheres — Dawn Ostroff e Reveta Bowers.
A empresa teve até o final de 2021 para incluir mais uma integrante feminina ao quadro de diretores, mas não conseguiu. Em comunicado, a Activision Blizzard afirmou ter tentado contratar uma nova diretora, porém teve os processos atrasados devido à aquisição da Microsoft, anunciada em janeiro de 2022.
“Como os atuais diretores da empresa deixariam de continuar a atuar em nosso Conselho de Administração após a consumação de nossa transação proposta com a Microsoft, não conseguimos concluir o processo em 2021. Continuaremos nossos esforços para nomear uma nova diretora”.
Vale explicar que, apesar da aquisição ter sido oficializada em 2022, as negociações entre Activision Blizzard e Microsoft começaram em 2021. Entretanto, as propostas aconteciam desde novembro — ou seja, a publicadora teve 10 meses ao longo do ano passado para encontrar uma diretora.
Aliás, a lei da Califórnia existe desde 2019. Entre os membros do quadro de diretores da Activision Blizzard, Dawn Ostroff é a contratação mais recente e está no cargo desde junho de 2020. Até agora, a empresa não realizou outras alterações em seu comitê.
Fonte: Tecnoblog
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