Amazon deixa explícito que os ebooks do Kindle não te pertencem; entenda

A Amazon está mais transparente sobre os ebooks comprados na Loja Kindle — pelo menos nos Estados Unidos. Quem comprar um livro digital na Amazon americana verá um aviso bem direto informando que está adquirindo os direitos de uso do ebook, o que permite que o livro seja removido da sua biblioteca no futuro. Contudo, isso não foi aplicado em outros países.
O motivo para a Amazon adotar o texto mais claro é a legislação do estado da Califórnia. A lei AB2426, assinada no fim de 2024, exige que empresas usem uma linguagem explícita para informar aos clientes quando a compra é apenas da licença de um conteúdo — o que pode ser comparado com o aluguel ou empréstimo.
Ao comprar um ebook na página da Amazon nos Estados Unidos (você pode acessá-la com VPN ou aba anônima), o usuário vê o seguinte texto: “ao fazer o pedido, você está comprando uma licença de conteúdo e concorda com os termos de uso da Loja Kindle”.

Na versão brasileira da Loja Kindle, existe apenas a informação de que, ao comprar o livro digital, você está aceitando a política da empresa. Ao clicar no link para acessar a política completa, você vê um texto pouco explicativo e prolixo.
O trecho que deixa explícito que o que é vendido é apenas a licença de uso está no meio do artigo 1, sobre o Conteúdo Kindle. O texto diz que todo o conteúdo Kindle é apenas licenciado pela Amazon, não vendida por ela — só que mais juridiquês. Ou seja, se o acordo da big tech com uma editora ou autor acabar, você perde o acesso.

A lei aprovada na Califórnia tenta contornar essa falha de informação das empresas. Afinal, a Amazon não é a única companhia que pode tirar um conteúdo digital “comprado” por você. Teoricamente, lojas de games podem fazer o mesmo com seus jogos — isso é mais provável de ocorrer com lojas das próprias desenvolvedoras.
Fonte: Tecnoblog
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