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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Amazon deixa explícito que os ebooks do Kindle não te pertencem; entenda

Amazon deixa explícito que os ebooks do Kindle não te pertencem; entenda

A Amazon está mais transparente sobre os ebooks comprados na Loja Kindle — pelo menos nos Estados Unidos. Quem comprar um livro digital na Amazon americana verá um aviso bem direto informando que está adquirindo os direitos de uso do ebook, o que permite que o livro seja removido da sua biblioteca no futuro. Contudo, isso não foi aplicado em outros países.

O motivo para a Amazon adotar o texto mais claro é a legislação do estado da Califórnia. A lei AB2426, assinada no fim de 2024, exige que empresas usem uma linguagem explícita para informar aos clientes quando a compra é apenas da licença de um conteúdo — o que pode ser comparado com o aluguel ou empréstimo.

Ao comprar um ebook na página da Amazon nos Estados Unidos (você pode acessá-la com VPN ou aba anônima), o usuário vê o seguinte texto: “ao fazer o pedido, você está comprando uma licença de conteúdo e concorda com os termos de uso da Loja Kindle”.

Aviso ao comprar ebook na Amazon dos EUA destaca que cliente está adquirindo licença do conteúdo.
Aviso ao comprar ebook na Amazon dos EUA destaca que cliente está adquirindo licença do conteúdo (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Na versão brasileira da Loja Kindle, existe apenas a informação de que, ao comprar o livro digital, você está aceitando a política da empresa. Ao clicar no link para acessar a política completa, você vê um texto pouco explicativo e prolixo.

O trecho que deixa explícito que o que é vendido é apenas a licença de uso está no meio do artigo 1, sobre o Conteúdo Kindle. O texto diz que todo o conteúdo Kindle é apenas licenciado pela Amazon, não vendida por ela — só que mais juridiquês. Ou seja, se o acordo da big tech com uma editora ou autor acabar, você perde o acesso.

Políticas da Loja Kindle em português não explicam rapidamente que usuário está adquirindo licença ao conteúdo.
Políticas da Loja Kindle em português não explicam rapidamente que usuário está adquirindo licença ao conteúdo (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

A lei aprovada na Califórnia tenta contornar essa falha de informação das empresas. Afinal, a Amazon não é a única companhia que pode tirar um conteúdo digital “comprado” por você. Teoricamente, lojas de games podem fazer o mesmo com seus jogos — isso é mais provável de ocorrer com lojas das próprias desenvolvedoras.

Fonte: Tecnoblog

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