Americanas diz que recuperação judicial não afetará lojas, pedidos e Ame

A crise na Americanas tem dominado o noticiário de economia desde o último dia 11, quando a empresa anunciou um rombo de R$ 20 bilhões em seus balanços. Nesta quinta (19), veio o pedido de recuperação judicial. De lá para cá, as ações da companhia despencaram, e fundos que investiram em títulos de dívidas da empresa tiveram prejuízo. Quem compra nas lojas, porém, não deve ser afetado tão cedo.
Antes de mais nada, é preciso entender que a recuperação judicial não é uma falência. Ao fazer esse pedido à Justiça, a empresa procura parar de pagar seus credores (bancos, fornecedores, funcionários com quem tem dívidas trabalhistas) por um tempo e se reorganizar. A ideia é justamente impedir que ela vá à falência com as cobranças.
Um exemplo recente de varejista que continuou funcionando apesar de uma recuperação judicial é a Saraiva. A empresa fechou grande parte de suas lojas físicas, mas o e-commerce recebe pedidos até hoje.
Por enquanto, a Americanas pretende seguir com suas atividades. No fato relevante divulgado ao mercado (cuidado, PDF), a empresa diz que seu grupo de acionistas de referência pretende “manter a liquidez da companhia em patamares que permitam o bom funcionamento da operação de todas as lojas, do seu canal digital, […] da Ame e suas demais coligadas”.
Ou seja: eles prometem que vai ter dinheiro para manter portas abertas e entregas.
Na prática, porém, algumas mudanças já vêm sendo sentidas. Lojistas do marketplace aumentaram os preços para desencorajar compras. Eles têm medo de não receber o dinheiro de suas vendas.
Fonte: Tecnoblog
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