Anatel aprova proposta de edital do leilão de 5G

Após diversas polêmicas e atrasos por conta de um pedido de vistas de um conselheiro, a Anatel finalmente formalizou nesta quinta-feira (6) a consulta pública do edital do leilão de frequências que será usado para a tecnologia 5G no Brasil. Como previsto anteriormente, a Anatel leiloará subfaixas de 2,3 GHz, 3,5 GHz, 26 GHz e as sobras da faixa de 700 MHz.
Com a opção pela convivência do serviço de TV por assinatura via satélite (TVRO) com as novas redes móveis, a Anatel ampliou 100 MHz de espectro a ser leiloado na faixa de 3,5 GHz. O edital prevê obrigações de cobertura ou compromissos para todas as licenças, com exceção das ondas milimétricas.
Trata-se da licitação com a maior quantidade de espectro já feita pela Anatel. As novas licenças terão duração de 20 anos prorrogáveis de acordo com as regras vigentes à época, com exceção de 700 MHz que segue o mesmo período do leilão de 2014.
Existe apenas um bloco de 10 MHz + 10 MHz disponível para uso na frequência de 700 MHz. Inicialmente, apenas a Oi ou outra operadora entrante poderá comprar o espectro. Isso acontece porque a Oi foi a única grande operadora que não adquiriu a licença no leilão de 2014.
Caso ninguém compre, haverá uma segunda rodada que divide a faixa em dois blocos de 5 MHz + 5 MHz. Nesse caso, qualquer operadora poderá adquirir. O compromisso de cobertura é de cobrir localidades sem serviço celular e rodovias federais.
A faixa de 700 MHz é importante para melhorar a cobertura: frequências baixas possuem maior penetração de sinal, permitindo cobrir mais áreas com menos antenas. É o ideal para cobertura de pequenas cidades e estradas, por exemplo, uma vez que diminui o investimento para construção de redes.
Fonte: Tecnoblog
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