Anatel prepara estudos para espectro de redes 5G e 6G

A Anatel aprovou o novo Plano de Uso de Espectro para o período de 2021 a 2028, e o documento deve orientar as iniciativas de curto, médio e longo prazo da agência para a gestão das frequências de rádio no Brasil, de olho na chegada do 5G e o futuro desenvolvimento do 6G.
Em primeiro momento, a Anatel irá estudar novos arranjos para faixas já em uso com as tecnologias 2G, 3G e 4G. A agência apurou que alguns blocos e condições de uso se encontram defasados devido a evolução dos padrões do IMT, e deve buscar melhores práticas internacionais e evitar a imposição de restrições rigorosas.
Para as frequências do 5G, a Anatel aponta a transição das aplicações de satélite que usam a Banda C estendida para outras frequências, com objetivo de liberar o espectro para atender a demanda que surgirá nos próximos anos. Esse movimento já estava previsto desde a publicação do edital do leilão de 2021, e a TV aberta via satélite deve ser migrada para a Banda Ku.
As citações sobre 6G no documento são bem superficiais: a Anatel planeja que nos próximos anos serao iniciadas discussões com a indústria e academia para apurar os requisitos da sexta geração das comunicações móveis.
A Anatel afirma que estudos indicam que as frequências acima de 90 GHz podem ser usadas pelo 6G, uma vez que essas faixas possuem mais espectro disponível para suportar a evolução das aplicações, como realidade virtual e realidade aumentada, saúde, conectividade difusa, mobilidade autônoma, indústria 4.0 e robótica.
Para o 6G, a Anatel também considera os estudos atuais que indicam algumas características para a geração, como a virtualização de desagregação das arquiteturas dos sistemas, bem como uma integração avançada entre as redes de acesso e backhaul e rede centrada no usuário.
Fonte: Tecnoblog
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