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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Antes do Pix, Guedes diz que imposto sobre transações digitais “está morto”

Antes do Pix, Guedes diz que imposto sobre transações digitais "está morto"

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (29) que o Pix abrirá um futuro “de menos dinheiro na mão” e defendeu a criação de uma taxa sobre transações digitais, que ele apelida de “digitax”. Minutos depois, ele declarou que esse imposto “está morto”. A ideia não agrada ao presidente Jair Bolsonaro e encontra resistência na Câmara e no Senado.

Em audiência pública no Congresso, Guedes inicialmente afirmou: “as pessoas nem entenderam que tem um futuro digital chegando, o Brasil é a terceira ou quarta maior economia digital do mundo”. Ele completou: “nós vamos ter que ter um imposto digital mesmo”.

Então, pouco tempo depois, ele pareceu voltar atrás. Comentando sobre o digitax, que críticos comparam à antiga CPMF, o ministro disse: “do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer”.

A intenção de Guedes era usar o digitax para compensar a desoneração na folha de pagamento das empresas. O ministro argumentava que, por substituir tributos já existentes, o novo imposto não causaria um aumento da carga tributária.

No entanto, é difícil defender essa ideia às vésperas das Eleições 2020. “Quem sabe eu tenha que parar de falar desse imposto mesmo”, disse Guedes. “Inclusive estamos em véspera de eleição, e quero declarar o seguinte: esse imposto considere-se morto, extinto.”

Ele lembra que a defesa da “nova CPMF” fez com que o economista Marcos Cintra, então secretário da Receita Federal, perdesse o cargo no governo. “Agora estamos em plena campanha eleitoral, ninguém quer discutir esse troço. O ministro da economia vai falar disso? Esquece, esse imposto não existe”, ponderou.

Fonte: Tecnoblog

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