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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Anthropic vence processo sobre uso de livros físicos para treinar IA

Anthropic vence processo sobre uso de livros físicos para treinar IA

Em meio à onda de processos contra empresas de inteligência artificial, um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que a Anthropic, criadora da IA Claude, não violou direitos autorais ao treinar seus modelos com livros comprados legalmente.

A decisão, emitida nessa segunda-feira (23) pelo juiz William Alsup, da Califórnia, enquadra a prática na doutrina de uso justo (“fair use”, em inglês), princípio da legislação americana que permite certos usos de obras protegidas sem autorização do autor.

No entanto, a decisão não encerra o processo. O juiz determinou que a Anthropic ainda enfrentará um julgamento separado relacionado à acusação de ter utilizado livros pirateados, obtidos na internet, em sua biblioteca de conteúdo, mesmo que não os tenha usado para treinamento da IA.

Ilustração de inteligência artificial
Juiz argumenta que Claude AI não copia diretamente as obras originais (imagem: Growtika/Unsplash)

A ação foi movida por um grupo de autores que acusa a Anthropic de usar ilegalmente “centenas de milhares de obras protegidas por direitos autorais” no desenvolvimento do Claude.

Em sua análise, o juiz Alsup argumenta que os modelos de linguagem não reproduzem diretamente elementos criativos das obras originais, nem imitam o estilo de autores específicos.

“A queixa dos autores não é diferente do que seria se eles reclamassem que treinar crianças em idade escolar para escrever bem resultaria em uma explosão de obras concorrentes”, escreveu o juiz.

Fonte: Tecnoblog

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